Sem patrocínio do Amazonas, clube pode recorrer ao Vivo


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O Franca Basquetebol Clube deve perder em junho R$ 480 mil em verbas. O Grupo Amazonas, co-patrocinador da equipe masculina de Franca que disputa o NBB, deve desistir do investimento no esporte. O objetivo é concentrar toda a sua verba publicitária no lançamento de sandálias desenvolvidas pela empresa. A informação foi confirmada pelo diretor da empresa, Saulo Pucci, também conselheiro do clube.

Paulo Nocera, atual vice-presidente do Franca Basquete e, até o momento, único pré-candidato ao cargo máximo nas eleições de maio revelou a forma como pensa reverter a queda na arrecadação: se eleito, recorrerá à empresa de telefonia Vivo, patrocinadora principal, para aumentar sua cota e manter a receita atual. A Vivo estampa seu nome junto ao do clube e oferta o maior repasse ao basquete. Na sequência aparecem a Prefeitura de Franca, através da Feac, e o Grupo Amazonas. “O contrato com o Amazonas termina no dia 30 de junho. Se de fato nossa chapa for confirmada no pleito de maio, assumimos no dia 1º de junho. Minha primeira medida será fazer gestão junto à Vivo para um aumento no valor da cota de patrocínio, o que evitaria a queda nas receitas do clube”, disse Nocera.

O contrato com a Vivo tem mais três anos de duração. O valor de repasse é fixo - R$ 165 mil mensais -, mas corrigido anualmente pelos índices da inflação oficial. Um aumento no repasse possibilitaria ao clube manter a atual estrutura e então sair à procura de novos parceiros para melhorar o orçamento.

Ontem, durante o jogo Vivo/Franca x Bauru, no Póli, Saulo Pucci disse que a decisão de cortar o patrocínio do basquete partiu do colegiado da empresa. “O meu voto foi vencido. Fiquei chateado, mas continuo na briga. Não estou morto. Tomei uma pancada, mas não fui a nocaute. Vou continuar brigando para que se mantenha pelo menos parte do patrocínio”, disse o empresário, que, no entanto, descartou disputar a presidência do clube. “Não há mais clima”, disse.

Atual presidente, Luiz Carlos Teixeira, disse que a notícia sobre a saída do Amazonas é uma surpresa, mas acredita que a decisão do grupo possa ser revista. “Estamos em março. Muita coisa pode mudar. O Amazonas faz parte do basquete e espero reverter esta situação”, prometeu Teixeira.

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