Mulheres são quase a metade dos empreendedores em Franca


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Nova vida - Carina Aparecida Mariano, 31, depois de trabalhar um tempo como sapateira em fábricas da cidade, resolveu arriscar em uma nova profissão em busca de estabilidade. Após um curso profissional, virou cabeleireira
Nova vida - Carina Aparecida Mariano, 31, depois de trabalhar um tempo como sapateira em fábricas da cidade, resolveu arriscar em uma nova profissão em busca de estabilidade. Após um curso profissional, virou cabeleireira

As mulheres francanas estão fortemente envolvidas no comando de empresas. Dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento mostram que elas - que hoje comemoram o Dia Internacional da Mulher - já representam 45% do volume total de empreendedores individuais da cidade. Há desde pedreira, artesã, empresária do ramo da confecção, da área alimentícia, do setor comercial e as tradicionais cabeleireiras.

O economista da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Deyvid Alves da Silveira, disse que em algumas atividades, como vestuário, setor alimentício e de estética e cosmética, as mulheres ultrapassam mais da metade dos empreendedores. “São mulheres que já trabalhavam em casa e viram uma oportunidade de formalizar o negócio, de fazer o bico se transformar em uma fonte de renda fixa.”

Para ele, o interesse do sexo feminino por montar o próprio negócio está atrelado à busca por independência e o desejo de se tornar uma profissional. “Elas são mais determinadas e persistentes, não desistem fácil. Ao contrário do homem que, diante de uma dificuldade, acaba procurando outro afazer.”

Maria Rodrigues Neves Camargo, 48, é empresária do ramo de tecnologia e hoje preside o Conselho da Mulher Empreendedora da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca). Ela acredita que o avanço das mulheres no empreendedorismo é uma tendência mundial e uma quebra de preconceito. “Antes as mulheres eram vistas com desconfiança ao querer montar um negócio. Sempre perguntavam do pai ou do marido. Hoje, elas têm mais facilidade.”

O jogo de cintura, a intuição feminina, o trabalho metódico e detalhista, a flexibilidade, o trato com as pessoas, em especial com os clientes, e a capacidade de fazer várias atividades sem perder em qualidade e eficiência estão no rol de vantagens que o antigo “sexo frágil” leva sobre o sexo oposto, segundo os especialistas ouvidos pelo Comércio. “Elas têm mais foco e querem ficar cada vez mais independentes. Com o Empreendedor Individual, as mulheres viram uma forma de se destacarem no mercado por um custo menor e com uma renda que conseguem se manter”, disse Tânia Aparecida de Oliveira, consultora de atendimento do Sebrae.

Magda Cristina Bonacini, 35, é um exemplo de dona de casa que se aventurou pelo empreendedorismo. Acostumada a fazer pão de alho caseiro para os churrascos em família, ela viu na fabricação do produto uma oportunidade de negócio para completar a renda de casa. “Sabia que precisava montar um negócio próprio para ajudar nas despesas.” O marido de Magda é soldador e incentivou a mulher, que hoje comanda a Nr Pão. A pequena empresa fabrica 250 pacotes por dia de pão de alho nos sabores tradicional e picante. “Ainda estamos pequenos, começamos em setembro de 2010, mas estamos conseguindo conquistar o novo espaço por ser um produto diferenciado”, disse Magda, que acredita estar hoje em pelo menos 120 pontos de vendas em Franca e nas cidades vizinhas de Claraval (MG) e Restinga. “Tinha uma reserva e resolvi apostar. Pensei para frente.”

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