Depois das Diretas-Já, movimento que obrigou os militares a concordarem com eleições diretas e democráticas, o segundo grande movimento chegou com o projeto de iniciativa popular, reunindo mais de 1 milhão e meio de assinaturas, garantindo a implantação da Lei da Ficha Limpa, deixando de fora das disputas quem já foi condenado por um colegiado ou em segunda instância, incluindo aqueles que malandramente renunciaram ao cargo para evitar a cassação. A aprovação se deu mesmo com quatro votos contrários de ministros do Supremo. Felizmente, os sete a favor garantiram a constitucionalidade da lei. Mas, nem tudo está resolvido com a simples implantação da lei. É necessário que o eleitor agora faça a sua parte no expurgo de pessoas que não reúnem condições morais de serem representantes do povo no poder. Começando este ano, nas eleições municipais, para escolha de prefeitos e vereadores. Devemos agir como na contratação de um empregado para a empresa ou o lar, observando muito bem as referências de cada um deles. Assim como ninguém se arrisca a colocar na sua casa ou na sua empresa um candidato de conduta duvidosa, a mesma cautela deve ser levada em conta na hora de votar. Este é o único caminho para melhorar a qualidade dos nossos políticos. Para não ter que xingar ou reclamar depois.
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