Um decreto baixado pela Prefeitura de Franca esta semana desagradou os passageiros dos ônibus intermunicipais e interestaduais que utilizam os terminal rodoviário da cidade. O ato regulamenta os pontos de parada e de apoio, além dos itinerários dentro da cidade. Sete pontos foram extintos, sendo que três deles eram irregulares. A medida causou revolta nos passageiros que vêm ao município para trabalhar.
Tiago Aparecido da Silva é funcionário de uma revendedora de pneus há seis anos e ficou inconformado com a notícia de que o ponto da avenida Champagnat - próximo ao Tonin Super Atacado - será extinto. “Tirando esse ponto, eu vou ter que parar de trabalhar ou mudar para Franca, o que é bem mais caro do que morar em Capetinga (MG), porque eles (a empresa) pagam o ônibus para eu viajar. Só que ir para a rodoviária, eu não consigo por causa do horário.”
A diarista Aparecida de Fátima Garcia, moradora em Patrocínio Paulista, não concorda com a mudança. “Eu acho errado isso. Para a gente que vem todo dia para Franca e trabalha perto do ponto que a Prefeitura quer tirar vai ficar ruim. A gente depende desse ponto aqui.”
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) justifica a extinção de pontos necessária para agilizar a entrada e saída de ônibus na cidade e “para não prejudicar o trânsito”.
O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse que a Divisão de Trânsito já está providenciando a sinalização dos locais regulamentados. Ele afirma que um estudo foi realizado para definir quais pontos seriam extintos para viabilizar o trânsito da cidade. Segundo o decreto, nenhuma alteração poderá ser feita em pontos de parada e apoio, nem em itinerários, sem autorização da Prefeitura.
O presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), João Marcos Rodrigues, disse que foram extintos os pontos do “Janjão”, Posto Lagoa Azul, avenida Presidente Vargas (próximo à Agência dos Correios), Capelinha, Prefeitura, avenida Champagnat (próximo ao Tonin Super Atacado), além do desembarque no ponto do Leporace.
“Estamos procurando já, visando um futuro próximo, fazer com que os ônibus saiam o mais facilmente possível e entrem o mais facilmente possível, procurando evitar, por exemplo, paradas em linhas de fluxo rápido e avenidas estreitas, caso da Doutor Alonso y Alonso, não vai poder parar, porque para o trânsito inteiro. É uma via fundamental para o sistema viário de Franca”, disse o prefeito.
Ainda de acordo com ele, as empresas serão notificadas e o cumprimento do decreto deverá ser imediato. “Dentro de poucos dias vamos mandar fiscalizar. Aí a empresa que estiver desobedecendo será multada. Não vai ter perdão”, garante Sidnei.
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