Mário entrou num Supermercado, escolheu alguns produtos, pagou-os no caixa e dirigiu-se para o setor de embalagem onde uma simpática mocinha perguntou-lhe:
- O Sr. trouxe o saco? “
Mário, marotamente, respondeu:
- É claro, minha filha. Eu nunca ando sem o meu saco.
- Ótimo, exclamou a atendente . Faça-me o favor de entregá-lo.
- O que é isso ? Replicou Mário.
-Você vai fazer o que com o meu saco?
- Vou acondicionar as mercadoria , respondeu ingenuamente a mocinha.
E Mário, com muita malícia:
- Nem pense nisso, menina. Você quer encher o meu saco com essas bugigangas? Você está pensando que eu sou um Papai Noel?
A mocinha, com um sorriso nos lábios, explicou ao freguês que ela se referia ao saco descartável ou retornável, pois o Supermercado havia abolido o saco plástico que tanto mal estava fazendo ao meio-ambiente.
Mário, sacudindo a cabeça, voltou a falar:
- Pois bem! A bola da vez é o saco plástico, não é? E o monóxido de carbono que sai dos escapamentos e a fumaça das chaminés das fábricas que poluem o ar? E os agrotóxicos, os inseticidas, os pesticidas que envenenam os nossos rios e lavouras? E as usinas nucleares que, a qualquer momento, podem contaminar a natureza? E...
Mário continuou enumerando os perigos ao nosso meio-ambiente até que a atendente, delicadamente, interrompeu-o:
- O Sr. tem toda a razão. Porém, a nossa preocupação imediata é com o saco plástico.
E Mário acrescentou:
- Pensando bem, vocês estão com a razão. Enganam, simplesmente, com o material de que é feito o saco. O grande problema da humanidade está no saco, pois é ele que possibilita o nascimento de tanta gente que precisa comer e que produz montanhas de lixo. Só há uma maneira de salvar a natureza, isto é, o planeta: basta cortarmos os sacos, causadores da explosão demográfica de nosso mundo.
Mas quem se habilitaria?
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