Prefeitura chama professores para assumir vagas que não existem


| Tempo de leitura: 2 min
ERRO - Jerônimo Sérgio Pinto, secretário de Administração, confirmou a falha: ‘Foi um erro de edital’
ERRO - Jerônimo Sérgio Pinto, secretário de Administração, confirmou a falha: ‘Foi um erro de edital’

Indignada e injustiçada. Assim uma pedagoga se sentiu ao receber a notícia de que voltaria para casa sem o sonhado cargo efetivo na Prefeitura de Franca, que acreditava ter conquistado com a aprovação em um concurso público. Ela e outras duas candidatas foram convocadas, por meio de edital, para assumir o cargo de Professor de Ensino Especial no município. Mas, ao chegarem ao Departamento de Recursos Humanos, no prazo estipulado, foram informadas de que não haviam vagas para contratação.

Uma das convocadas trabalha como educadora em uma unidade escolar e preferiu não se identificar. Ela conta que providenciou todos os documentos exigidos no edital - publicado no dia 25 de fevereiro - e comunicou sua chefia que deixaria o atual emprego para assumir o cargo no município. “Me senti reprimida, injustiçada e inconformada. Já havia conversado no serviço dizendo que iria sair. Depois de saber que não deu certo, fiquei com medo”, desabafa.

O secretário municipal de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, confirmou que “a convocação foi feita errada, porque não tinha vaga”. Ele disse que já está providenciando a elaboração de um projeto de lei para encaminhar à Câmara para que as vagas sejam criadas.

Jerônimo explicou que alguns processos judiciais determinaram a volta de servidores para o cargo que exerciam anteriormente. “Com algumas reintegrações que tivemos, nosso quadro está zerado. Então foi um erro de edital, que já foi até corrigido e já publicou um novo edital anulando a convocação”, disse ele, completando que novas vagas no quadro de professores devem ser abertas (leia texto nesta página).

O secretário acredita que as três professoras sejam contratadas no prazo médio de um mês, mas não estabeleceu uma data para a contratação, pois o projeto de lei que cria os cargos deve ser encaminhado, votado, promulgado e publicado. O projeto demanda duas votações na Câmara.

Das três professoras que não foram contratadas, mesmo depois de convocadas pelo município, apenas uma concedeu entrevista. A segunda disse que está aguardando o prazo que a Prefeitura pediu para resolver a situação. A outra professora não foi localizada pela equipe de reportagem.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários