O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, estima que mais de 210 mil veículos circulam em Franca, considerando os licenciados em outras cidades que rodam no município. O número é maior que o registrado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) - 196.133 veículos. “Temos muitas pessoas com caminhonetes licenciadas em Claraval (MG) porque é mais barato, mas elas moram ou trabalham em Franca.”
Segundo ele, não há cidades preparadas no Brasil para comportar o aumento crescente da frota de veículos e Franca não vive realidade diferente. A alternativa apontada pelo secretário para aliviar os problemas e evitar os pontos de estrangulamentos é buscar rotas alternativas. “Os estrangulamentos acontecem em horários específicos e é preciso evitar os trechos nestes momentos, mas o motorista francano não conhece bem a cidade e não costuma adotar caminhos alternativos.”
Buranelli disse que a pessoa que sai do Centro com destino à Vila Santa Cruz, por exemplo, tem opção de passar pelas avenidas Champagnat ou Alagoas, mas costuma optar pela Major Nicácio, que é mais movimentada, especialmente nos horários de entrada e saída dos universitários do Uni-Facef e Faculdade de Direito de Franca. “Às vezes a pessoa percorre o trecho um pouco maior e encontra um caminho mais livre, mas não costuma fazer isso. Os bairros estão interligados e é preciso buscar rotas alternativas.”
A Prefeitura tem implantado mudanças nas ruas de Franca para melhorar o fluxo de veículos. A instalação de conjuntos de semáforos e alterações de sentidos das vias continuarão. Um dos próximos pontos a receber faróis é a avenida Dom Pedro, próximo à Apae. “Nas ruas estreitas, vamos implantar mão única, porque não temos como alargá-las.”
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