O horário de verão


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O mais longo Horário de Verão da história brasileira chegou a seu final à meia noite do sábado, 25 de fevereiro, depois de 133 dias. Os ponteiros fizeram o sentido inverso, recuando sessenta minutos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Estado da Bahia.

A medida teve como objetivo principal a redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta, que se estende, normalmente, das 18 às 21 horas, e proporciona o melhor aproveitamento da luz natural ao entardecer, o que representa uma redução na demanda de energia elétrica, em tese equivalente àquela que se destinaria à iluminação artificial de qualquer natureza, seja para vias públicas, uso residencial, comercial e nas indústrias.

O fato de se adiantar os relógios em uma hora, como acontece durante quatro meses no ano em parte dos Estados brasileiros, contribui para poupar o sistema elétrico de riscos desnecessários como, por exemplo, o de sobrecarga.

Nesse período de demanda mais acentuada, aumenta também o consumo nas residências pela utilização de chuveiros, aparelhos como ar condicionado e climatizadores, bem como o maior acionamento de geladeiras e freezers.

Ao se deslocar o horário oficial, dilui-se a entrada desses equipamentos ao mesmo tempo.

O que ocorre nesse período específico é uma utilização acima da média que faz com que o sistema trabalhe mais intensamente para atender o mercado consumidor, colocando o setor elétrico em alerta, uma vez que a demanda chega muito próxima à oferta de energia. Reduzir essa curva é uma das alternativas mais bem-sucedidas para evitar esse risco.

Na edição 2011/2012 do Horário de Verão, considerando-se as oito distribuidoras do grupo CPFL Energia, a redução média do consumo registrada durante esses 133 dias foi de 0,6%, o que equivale a 132.100 MWh.

No período de ponta, entre 18h e 21h, a demanda foi reduzida, em média, 2,8%.

Os resultados condizem com as projeções realizadas e com o histórico dos anos anteriores.

A diferença entre os valores esperados e verificados de demanda, com e sem a vigência da medida, representa o maior benefício para o setor elétrico, refletido, consequentemente, para os consumidores.

Adotado em mais de 30 países, o Horário de Verão já é uma medida incorporada e aprovada por grande parte da população, consciente de que, com a alteração de hábitos cotidianos, pode alcançar resultados importantes para toda a sociedade.

Marco Antônio Villela de Abreu
Diretor de Operações de Distribuição da CPFL Energia

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