Um ano tem 365 dias. Ou 8.766 horas. Mas, 365 dias têm 8.760 horas. Faltam seis horas por ano! Por isso, de quatro em quatro anos esse quadro muda e o ano passa a ter 366 dias - para compensar as 24 horas que faltaram nos anos anteriores. Mesmo que uma criança nasça em um ano bissexto, ela tem 0,27% de chances de sair do útero da mãe no dia 29 de fevereiro.
Mas, por mais que as chances sejam pequenas, vários bebês vêm ao mundo em uma data única, que causa, no mínimo, uma enxurrada de piadas.
Hoje, Analu Miné completa 20 anos de idade, porém, esta será a quinta vez que ela poderá comemorar o seu aniversário no mesmo dia que está marcado em seu registro. “Acho muito diferente e é uma coisa muito legal. Agora já me acostumei com o fato de não poder ter uma festa no dia em que eu nasci. Não tem tanta diferença assim, já que eu faço uma festinha no dia 28 nos outros anos”, diz a administradora. Quem optou pelo dia 29 foi a sua mãe, que na época poderia ter escolhido 1º de março. Para a sorte de todos, Analu garante que não se incomoda com a escolha.
Mas, quem mais tira vantagem deste fato curioso são os amigos de Analu, que não perdem uma chance de dar aquela zoada. “A maioria dos meus amigos brinca com isso. Meu namorado, por exemplo, fala que não pode ficar comigo, pois eu tenho menos de cinco anos e isso é pedofilia”, brinca. Uma curiosidade é que, com apenas 19 anos, Analu já possui um bom emprego, além de outros dotes, como cantar bem, por exemplo. Será que esses dons são frutos do dia 29 de fevereiro? “Não! Acho que não... bom, não sei”, disse. “Acho que isso é resultado de muito esforço mesmo, e não da data em que nasci.”
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A estudante Renata Sabino não imaginava que sua filha Isabelly nasceria justamente neste dia que só se repetirá em 2016. “Não planejei ter ela amanhã (hoje). Mas meu médico acha melhor não esperar mais, pois ela já está preparada”, disse. “Acho muito legal ela comemorar o aniversário só daqui a quatro anos. É diferente. Não sei se vamos fazer as festas no dia 28 (de fevereiro) ou 1º (de março), mas isso nem é tão importante assim”, afirmou. Mas o que será que a pequena Isabelly irá achar disso quando crescer? Quem dá o palpite é a “experiente” Analu. “Este é um momento de alegria e tenho certeza que a menina nem vai se importar. Na verdade, quando ela crescer, vai se divertir com isso, assim como eu faço.”
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