Em todo o ano passado, 14 pessoas foram assassinadas em Franca. Em comparação com o ano anterior, o número de homicídios dolosos (com intenção de matar) e latrocínios (roubo seguido de morte) se manteve. A arma mais utilizada nos crimes foram as de fogo, em seis ocorrências, e a principal motivação foi a paixão, com seis mortes registradas como crimes passionais. Os dados são resultado de um levantamento realizado no arquivo de matérias publicadas pelo GCN Comunicação ao longo de 2011 e diferem dos que foram divulgados pela Secretaria de Segurança do Estado no fim de janeiro, com 11 vítimas.
Segundo a Polícia Civil, o índice é considerado pequeno. “Quando se fala em violência, não podemos nos acostumar. O ideal era não ter nenhum. Mas, na comparação com os demais anos, o índice é pequeno”, disse Daniel Radaelli, delegado assistente da Seccional de Franca.
No ano passado, 13 ocorrências foram registradas com 14 vítimas, três delas de latrocínio. Foram seis mortos com tiros, quatro com facadas, três a pauladas e uma vítima de estrangulamento. Foram 11 homens e três mulheres, com idades entre 14 e 76 anos.
No caso que mais chocou a cidade, duas pessoas foram mortas de uma vez. O sapateiro Thayron Herivélton Ribeiro da Silva, 19, matou a ex-namorada Eloísa Cristina Francisco, 14, e a avó dela Euripa das Graças Borges, 57, moradoras no Jardim Portinari, com vários tiros. O crime aconteceu no início de dezembro.
De acordo com Radaelli, crimes passionais são os mais difíceis de serem evitados. “Nós tivemos alguns casos que estão sendo estudados, mas os crimes passionais acontecem no interior da residência, no convívio do lar”, complementou Radaelli.
SEM SOLUÇÃO
O único caso de 2011 ainda não solucionado pela polícia é o assassinato do ourives Giovanni Di Gianni, 76, encontrado morto em seu escritório, no calçadão da rua Marechal Deodoro, com uma pancada na cabeça. “Apenas um crime, que nós tratamos inicialmente como latrocínio. Estamos investigando e em breve poderemos ter resposta positiva em relação a ele”, disse Radaelli.
ESTE ANO
Em 2012, Franca registrou até agora dois assassinatos. O primeiro foi o do sapateiro Tiago Oliveira Vilas Boas, 22, morto com uma facada no Jardim Luiza II, logo após o Reveillón. O homicídio aconteceu no meio da rua Luís Milani. Um pedreiro de 45 anos, vizinho da vítima, confessou o crime e foi preso por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Especiais). O segundo foi o empresário José Antônio Mateus, 57, assassinado com dois tiros no rosto na noite do último dia 17. A polícia acredita que a vítima tenha reagido quando um assaltante tentou invadir sua casa, na Vila Santa Terezinha, mas ainda não tem pistas do assassino.

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