Márcia Cristina Campos Souza e Edna Maria Souza Lima são cunhadas e trabalham em uma banca de pesponto. No final de 2010, porém elas resolveram juntar as economias e apostar na venda de roupas de porta em porta. O negócio ainda está tímido, mas elas já apostam no crescimento da cartela de clientes e no futuro, pensam em até deixar de vez o calçado e viver apenas da venda de roupas. “No pesponto se trabalha muito e a renda é pouca, diferentemente da roupa, onde tem mais retorno e uma maior expectativa”, disse Edna.
Confiantes na máxima de que mulher não resiste a uma peça nova de roupa, as cunhadas e sócias começaram a comercializar roupas femininas entre as amigas e conhecidas. Graças à propaganda boca a boca e às indicações, a cada dia conquistam novas clientes e até ampliaram o mix de roupas, passando a também trabalhar com peças masculinas. “A gente faz freguesia porque uma cliente indica a irmã, que indica a prima, que lembra da vizinha e assim vai”, disse Márcia, que para realizar a primeira compra de roupas deixou atrasar o pagamento do documento do carro. O veículo hoje é usado para visitar as clientes nos quatro cantos da cidade, de duas a três vezes por semana, sempre após o expediente.
Entre as roupas vendidas há peças de R$ 12 a R$ 120, valor que pode ser dividido na ficha. “Queremos colocar carnê e depois até uma máquina de cartão.” Para Márcia, o empréstimo no Banco do Povo foi importante pois ajudou a aumentar o capital de giro. “Pegamos R$ 4 mil pois precisávamos agilizar, ter um estoque de roupa, já que muitas vezes demora um pouco mais para receber.”
EX-SACOLEIRA
O casal Sebastião e Cleusa dos Reis começou no ramo de roupas há seis anos. Ele era gerente de vendas de uma empresas de máquinas e ela, sacoleira informal quando resolveram formalizar o negócio e abrir uma loja. “Investimos na compra de um ponto. Era um espaço pequeno, depois mudamos para um maior que foi ampliado”, disse Sebastião.
A loja fica na avenida Adhemar de Barros e vende roupas femininas e masculinas. “Minha mulher sempre gostou da área, entende de moda e já trabalhava com roupas e sapatos. Quando aposentei resolvemos montar a loja e eu passei ajudar na parte administrativa e financeira.”
Sebastião disse que logo se tornou cliente do Banco do Povo para ter mais recursos para fazer estoque. “Sempre pego o empréstimo no final do ano para poder fazer mais compra, já que temos mais saída.” O último empréstimo e o sétimo na sequência foi feito em dezembro do ano passado. Atualmente, a loja Carol Fashion tem duas funcionárias e mais de mil clientes cadastrados.
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