O chefe do Setor de Fiscalização da Prefeitura, Ismael Xavier, tem a mesma opinião do capitão Trevisan, da Polícia Militar: as casas invadidas são a consequência de um problema mais sério, que é o consumo de drogas em Franca.
Xavier disse que não há um levantamento oficial do número de imóveis invadidos na cidade, mas esta é uma queixa constante em seu departamento. “Sempre temos reclamação a este respeito sendo registrada aqui. E nos últimos anos esse número vem crescendo bastante. Tudo em consequência do avanço das drogas.”
O chefe da Fiscalização diz que a maior dificuldade no combate às invasões é identificar os proprietários dos imóveis e fazer com que eles tomem as medidas cabíveis.
“Nós, enquanto poder público, não podemos agir dentro de um bem particular sem autorização. Então, o que nos cabe é notificar o proprietário para que ele tome as medidas necessárias para impedir o acesso ao imóvel e requerer a reintegração de posse. Acontece que essas casas, na maioria das vezes, estão em litígio para identificar seus donos. Assim, ficamos sem ter a quem notificar.”
Outro caso comum, segundo o chefe, são os imóveis penhorados. “Nestes casos, a gente até consegue saber quem são os donos, mas eles não têm interesse em recuperar o bem. Eles simplesmente não agem.”
AÇÃO SOCIAL
O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que as assistentes sociais da Prefeitura têm acompanhado os drogados que vivem em imóveis invadidos, mas a maioria deles se recusa a receber tratamento.
“Na rede pública, existe condição de eles serem atendidos e tratados. Mas eles preferem continuar nesta vida. Como não há lei que os obrigue a serem tratados, ficamos de mãos atadas. Fazemos o que é possível.”
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