Alimento diário


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UM JUMENTINHO AMARRADO À VIDEIRA

Conforme vimos, o direito de primogenitura, no aspecto da realeza, até que venha Silo, que significa pacificador. Silo refere-se ao Senhor Jesus, o Príncipe da Paz (Is 9:6). A linha da realeza de Judá perdurou até Jesus (Mt 1:1-2).

Há um aspecto que merece nossa atenção. A experiência do jumentinho representa as pessoas comuns, cujo caráter, em geral, é teimoso, ou seja, de dura cerviz, e vive no meio da sujeira. Somos como esse jumentinho, mas, como anelamos ser reis, precisamos ser transformados. Dessa forma, não podemos nos alimentar com uma comida qualquer, um ‘pasto’ qualquer; é necessário um alimento que nos acrescente vida.
Antes esse jumentinho comia qualquer pasto, um pasto verde aqui, outro ali, mas agora já não é assim, pois ele está amarrado à vide. Isso é uma indicação de que Judá precisou passar por esse processo para se tornar um leão, um rei. Nas palavras de hoje, ele estava sendo aperfeiçoado. Esse jumentinho, que era um animal desprezível, teimoso e inadequado, estava passando por uma transformação, que não é exterior nem vem de treinamento para ensiná-lo a ter certa conduta, certa atitude. Cuidar só do que é exterior não funciona, porque interiormente continuará como o caráter do jumentinho e não será transformado. O jumento é um animal muito teimoso, e para que sua natureza seja mudada de nada valem conselhos ou chibatadas.
Isso é mostrado pela experiência de Balão. Embora o que levou sua jumenta a aborrecê-lo tenha sido a presença do anjo do Senhor, podemos aplicá-la à questão da natureza teimosa de um jumento, e transformar a vida natural de um ‘jumento’ não é fácil. Temos um caráter muito forte, como o de um jumento. (Nm 22:22-27). Todos nós somos teimosos como um jumento, e transformar a vida natural de um ‘jumento’ não é fácil. Temos um caráter muito forte, como o de um jumento. Não pense que disciplina ou tratamento exterior terão algum efeito sobre o julgamento, pois, ao ser chicoteado ele empaca e se senta no chão. Não é possível avançar com pessoas que têm esse tipo de caráter.
Além disso, o jumento procura ferir quem está em cima dele, como fez a jumenta ao pressionar o pé de Balão contra o muro para machucá-lo (v. 25).
O jumento representa o aspecto natural de nosso velho homem. O apóstolo Pedro no começo também era assim, mas o Senhor Jesus não parou de suprir-lhe vida. Não foi com exortações, repreensões ou disciplina, mas expondo sua vida natural, para que ele mesmo pudesse ver o quanto de sua vida da alma ainda estava presente. No começo, ele não queria reconhecer isso; pelo contrário, resistia em suas razões (Mt 26:33-35,69-75); Jô 13:6-10;21-22). No entanto, depois de tanto desfrutar do Senhor, como um jumentinho comendo do fruto da vide, Pedro teve sua vida transformada. Quando encontrava resistência, não reagia, porque ele havia amadurecido (Jo 21:18-19).
Para sermos transformados, o caminho é comer e dar de comer a outros do fruto da videira. Precisamos cuidar dos irmãos como o próprio Senhor cuidou de Pedro. Antes buscávamos meios para disciplinar os irmãos e lidar com os que tinham um caráter duro e teimoso e, às vezes, os disciplinávamos como a nossos próprios filhos. Não podemos dizer que isso não deu resultado, mas sim que o resultado foi pouco. Agora sabemos qual é o caminho: amarrá-los em Cristo, a videira mais excelente, para somente suprir-lhes vida e mais vida. Embora eles ainda queiram olhar para os lados querendo comer de outros pastos, a corda que os amarra não permite. O único caminho é voltar par Cristo e a igreja e continuar alimentando-os de ‘uva’ isto é da vida divina. Aleluia!

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