Em uma ação que começou durante a noite de quinta-feira e avançou pela madrugada de sexta-feira, policiais civis conseguiram desarticular um grupo de cinco pessoas acusadas de tráfico de drogas. Segundo a polícia, eles seriam responsáveis pelo fornecimento e venda de entorpecentes para jovens de classe média alta na cidade. As prisões aconteceram durante uma operação em que a polícia vistoriou as casas de cada um dos acusados nos bairros Vila Europa, São José, São Joaquim e Jardim Tropical II. Na operação, foram apreendidos mais de três quilos de maconha, 600 gramas de cocaína, cinco veículos - entre eles um importado e uma moto de 1.000 cilindradas -, dólares e mais de R$ 3 mil.
Foram presos o designer Pedro Henrique Goulart Machado, 24, morador na Vila Europa; o comerciante Eduardo dos Santos Ferreira, 19, conhecido como Dudu, morador no Bairro São José, o estudante Rodolfo Lomonaco Arantes, 20, morador no Bairro São Joaquim; o comerciante Sebastião Carlos de Faria Júnior, 21, apelidado de Juninho, também do Bairro São Joaquim; e o comerciante José Alexandre Soares, 33, conhecido como Peroba, residente no Jardim Tropical II. Todos são acusados de tráfico e associação para o tráfico de drogas.
Foram três meses de investigações até que a delegacia especializada fechasse o cerco aos acusados. Usando métodos de interceptação telefônica e campanas com filmagens dos envolvidos em ação, a equipe da Dise disse ter conseguido provas para incriminar os acusados.
“Essa investigação teve início no final do ano passado, quando desmantelamos uma quadrilha ligada ao crime organizado. Na época, foi apreendida uma carta escrita pelo advogado de um dos acusados e nela havia a indicação do envolvimento de um dos integrantes desta quadrilha que prendemos agora. Passamos, então, a investigar o suspeito e descobrimos o envolvimento dele com os demais membros da quadrilha”, disse o delegado Leopoldo Gomes Novaes, que esteve à frente das investigações.
Ainda de acordo como a polícia, os acusados usariam veículos novos para o transporte do entorpecente. A clientela dos traficantes seria formada principalmente por jovens de classe média e alta da cidade e a maioria das negociações era feita por celular, numa espécie de “disque-drogas”. Viciados mantinham contatos com Dudu e Peroba que entregavam entorpecentes em postos de combustíveis e festas na cidade. “Todos os acusados são pessoas de alto poder aquisitivo”, disse Novaes.
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