Confusão sobre contribuição cria nova guerra sindical de sapateiros


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ISENÇÃO - Sapateiros na última quarta-feira em frente à sede do sindicato da categoria em busca da ficha que garante a isenção de taxa: policial militar ajudou na distribuição das senhas
ISENÇÃO - Sapateiros na última quarta-feira em frente à sede do sindicato da categoria em busca da ficha que garante a isenção de taxa: policial militar ajudou na distribuição das senhas

Está declarada uma nova guerra sindical em Franca. De um lado, o Sindicato dos Sapateiros do Município, comandado por Fábio Cândido. Do outro, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados da Região, dirigido por Sebastião Ronaldo. Desta vez, a troca de acusações e farpas teve como estopim a confusão ocorrida na quarta-feira, durante o atendimento dos sapateiros interessados em se livrar da cobrança da contribuição assistencial no valor de R$ 36,90, feita pelo sindicato de Fábio Cândido, que representa a categoria na cidade.

A entidade havia publicado nos jornais da cidade um comunicado convocando os trabalhadores a comparecerem em sua sede, na rua General Carneiro, a partir do meio-dia da Quarta-feira de Cinzas, mas um panfleto apócrifo que circulou nas fábricas avisava que o atendimento seria feito das 8 às 18 horas. Com isso, cerca de mil pessoas esperaram por horas para serem atendidas. Houve muita reclamação e até um princípio de depredação. Foi necessária a intervenção da Polícia Militar.

Ontem, Fábio Cândido acusou o sindicato rival de ser o autor do panfleto, que, segundo ele, teria gerado todo o tumulto. “Eles não se conformam com o fato de termos conseguido o maior aumento da categoria nos últimos cinco anos. Aí eles usaram os trabalhadores e uma parte dos militantes deles e foram para a porta do sindicato apedrejar o prédio. Só que isso vai ter troco. Isso não vai ficar assim”, disse ainda pela manhã ao programa Hora da Verdade, da rádio Difusora.

O sindicalista ainda afirmou que deverá levar o caso ao Ministério Público do Trabalho e à polícia. “Essa é uma prática que não pode ser aceita. Nós vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis contra esse bando de calhordas e bandidos que está instalado na Padre Anchieta. Organizar a militância para destruir o sindicato, isso eu não vou aceitar. Eu vou defender meu sindicato com toda garra e toda honra.”

Entre as provas de que o sindicato comandado por Sebastião Ronaldo estaria envolvido na distribuição do panfleto estariam as palavras e termos usados na redação do panfleto. “Nós também temos testemunhas que comprovam a contratação de mototaxistas por parte deles para a entrega dos panfletos nas fábricas”, disse o advogado do sindicato do município, Luiz Carlos Timóteo.

Sebastião Ronaldo negou envolvimento com os panfletos (leia mais em texto página).

BRIGA ANTIGA
Essa não é a primeira vez que os dois sindicatos dos sapateiros entram em pé de guerra. Os desentendimentos entre as duas entidades são constantes desde que Fábio decidiu criar a sua entidade há cerca de 15 anos.

A briga judicial acabou em 2010, com o reconhecimento do sindicato de Fábio como legítimo representante dos sapateiros de Franca. Ao sindicato de Sebas-tião Ronaldo restou representar os sapateiros da região.

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