Argentinos buscam parentes e amigos entre as vítimas de acidente


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Centenas de argentinos passaram a madrugada desta quinta-feira percorrendo hospitais e o necrotério de Buenos Aires. Desesperados, buscavam parentes e amigos entre as vítimas de um dos piores acidentes de trem no país desde 1970. O governo decretou dois dias de luto, segundo informa a Agência Brasil.

O acidente ocorreu às 8h34 de quarta-feira, 22. Um trem, com 2 mil passageiros, chegava à estação do bairro Once – um dos mais populares e comerciais de Buenos Aires. Era horário de pico, quando todos vão trabalhar. O trem foi reduzindo a velocidade, até alcançar 26 quilômetros por hora. Mas, para surpresa de todos, não parou. Bateu na barreira da plataforma, matando dezenas de pessoas e ferindo centenas.
 
Alfredo Bras estava na plataforma na hora do acidente. Em entrevista à Agência Brasil, ele contou que viu o trem chegar e percebeu que ele não conseguia reduzir a velocidade. “Gritei: o trem não está freando! Saiam daí, saiam daí! Todos pensavam que eu tinha enlouquecido”. Alfredo pulou para trás e sentiu o impacto da batida. Viu duas mulheres batendo nas janelas do trem, desesperadas. Chutou o vidro e conseguiu resgatá-las. “Mas vi que duas pessoas, atrás delas, estavam mortas”, disse.
 
No fim da noite de quarta-feira, o saldo da tragédia era 50 mortos e 676 feridos, 200 em estado grave. Os vídeos das câmeras de segurança da estação mostram o trem saindo dos trilhos e uma explosão. Os vagões de trás se chocaram com os da frente.

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