A guerra pelo direito de representar os sapateiros locais dura cerca de 15 anos. Em julho de 2010, a Justiça do Trabalho publicou ato no Diário Oficial da União concedendo o registro sindical ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados do Município, presidido por Fábio Cândido. Com isso, a entidade obteve o direito de falar em nome dos cerca de 25 mil sapateiros de Franca. O Sindicato da Padre Anchieta passou a representar apenas os trabalhadores da região.
Ações judiciais entre as entidades se tornaram frequentes. As acusações também. O episódio de ontem foi o mais recente e parece que não será o último. Sebastião Ronaldo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçados e Vestuários de Franca e Região, negou as acusações feitas pelos adversários de que sua entidade seria a responsável pela distribuição dos panfletos apócrifos que divulgavam o horário errado do atendimento. “Todos os erros que eles cometem, eles acabam nos culpando. Não temos nada a ver com o que aconteceu. Há tempos, estamos informando os trabalhadores que não participamos desta campanha, pois sabíamos que ia dar esta meleca.”
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