O fotógrafo francano Anderson Gustavo de Almeida Barcellos, 22, que residia no Jardim Cambuí, morreu nas águas da represa do rio Grande, em Delfinópolis (MG). Barcellos foi passar a terça-feira de Carnaval da cidade mineira e se afogou no local conhecido como “prainha”. Anderson trabalhava como fotógrafo freelancer do site Nossa Noite e era instalador de alarmes em residências. Seu corpo foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco. A Polícia Civil de Delfinópolis registrou a ocorrência e investiga o caso. Esta foi a segunda morte por afogamento durante o Carnaval em cidades da região. Em Miguelópolis, uma pessoa morreu na noite de sábado (leia mais ao lado).
Barcellos saiu de casa na noite de segunda-feira dizendo que iria passar o último dia de Carnaval em Delfinópolis. Lá se encontrou com amigos e na tarde de terça rumaram para a prainha. Por volta das 14 horas, segundo informou a mãe do fotógrafo, ele jogava futebol com os colegas. Em determinado momento da partida, a bola caiu na represa do rio Grande. “Os amigos dele disseram que ele entrou para pegar a bola, mas, de repente, ele disse que estava com cãibras. Parece que ele pediu para que jogassem uma boia, mas não deu tempo. Ele afundou e ninguém viu mais ele. Ninguém da turma parece que sabia nadar”, disse a dona de casa Vera Lúcia Jesus Almeida Barcellos, mãe da vítima.
Ainda segundo a dona de casa, os amigos de Anderson informaram um salva-vidas do local, que estava acontecendo um afogamento. “Me disseram que o salva-vidas entrou na água e encontrou o corpo num local de cinco metros de profundidade. Eles tentaram fazer de tudo, mas ele já havia se afogado”, disse Vera.
Segundo os Bombeiros de Passos (MG) que atenderam a ocorrência, o corpo do rapaz foi localizado uma hora e meia depois, a 2 metros da margem. O trecho do rio onde Anderson Barcellos se afogou tinha cerca de cinco metros de profundidade. A mãe da vítima ainda informou que seu filho sabia nadar. “Meu filho fez natação até os 14 anos num clube da prefeitura, na Vila Santa Terezinha. Ele sabia nadar muito bem”, disse Vera Lúcia.
Ontem dezenas de parentes e amigos estiveram no velório e sepultamento do jovem, no Cemitério Santo Agostinho. “Ele era uma pessoa muito boa. Estava feliz. Cheio de planos na vida. Jamais vamos esquecer o Anderson”, disse Cláudia Silva, amiga do fotógrafo.
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