Origem das coisas


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Todas as coisas que conhecemos têm uma origem. Às vezes sabemos identificá-la. Outras, não. Mas como os seres humanos são muito curiosos, vão descobrindo aos poucos a origem do que até então era desconhecido. Vamos falar aqui das origens da escola, dos livros, das línguas e do dinheiro.

Escola
Ensinar coisas aos mais jovens sempre foi preocupação dos mais velhos, desde que o mundo é mundo. No começo da civilização isso acontecia no meio familiar. Depois, foram aparecendo os grupos onde os mais experientes ensinavam e os que ainda não sabiam ficavam atentos para aprender. Esses grupos aos poucos se organizaram e criaram espaços onde pudessem ficar mais confortáveis para compreender as lições. No período chamado Antiguidade, surgiram centros de aprendizagem no Egito, na China e na Índia. Eles formavam religiosos e profissionais. No século XI surgiram na Europa escolas particulares para os nobres e os muito ricos. A escola pública para crianças foi criada na Inglaterra, no começo do século XIX, ou seja, há cerca de 200 anos.

Livros
O primeiro livro impresso em papel foi a Bíblia, em 1455. Neste ano, as pessoas entraram em contato com um objeto novo, que até então desconheciam, o livro. E ficaram maravilhadas com um alemão chamado Johannes Gutemberg. Ele havia criado um método de impressão que permitiu reunir dois textos sagrados : o Velho e o Novo Testamento, em formato fácil de manusear. Até então os textos estavam escritos a mão em pergaminhos, que eram peles de animais esticadas até ficarem fininhas. Os copistas ali escreviam , registravam dívidas e outras histórias. Mas antes disso, os chineses tinham seu jeito de escrever: faziam com as letras um tipo de carimbo que usavam sobre pedaços de argila. Em placas de argila também escreviam os sumérios há mais de 5 mil anos

Dinheiro
Os historiadores dizem que o dinheiro surgiu numa região da Turquia chamada Lídia e em outra região bem próxima, a Grécia. Isso aconteceu no século VII antes de Cristo. Eram moedas, peças de metal com peso e valor definidos. O dinheiro de papel apareceu bem depois, na Idade Média. Tem-se como quase certo que as pessoas costumavam guardar coisas de valor com um ourives, profissional que lidava com ouro. Este fazia um tipo de recibo como garantia para o freguês. Aos poucos esses pedaços de papel assinados pelos ourives, que continuaram exercendo também o ofício de guardar bens alheios, foram servindo como pagamento. Daí para a cédula foi um pulo. E antes do dinheiro, como as pessoas compravam coisas? Elas não compravam. Elas trocavam: uma saca de grãos por uma vaca, dois queijos por quatro pães, um jarro de vinho por outro de azeite. E assim por diante.

Línguas
Esta é uma das origens até hoje difíceis de explicar. Os especialistas em linguagem, chamados linguistas, filólogos e semiólogos, acreditam que foi em certo momento da evolução do cérebro do homem que ele começou a dar nome às coisas. Ao mesmo tempo em que nomeava coisas ( bichos, plantas, fenômenos da natureza etc), sentia necessidade de se comunicar. Era uma necessidade. Em cada parte da terra diferentes grupos viviam, nomeavam coisas, se comunicavam. Assim, as populações criaram formas diferentes de se expressar, cada qual no seu canto. Com o passar do tempo as palavras foram se organizando em frases cada vez mais longas. Surgiam os idiomas. Estudos recentes indicam que há na Terra, hoje, mais de 6 mil línguas vivas. As línguas estão sempre evoluindo. As que deixam de ser usadas são chamadas línguas mortas, como o latim.

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