A quarta-feira de cinzas começou com muito sofrimento para centenas de sapateiros de Franca. Pelo menos 500 trabalhadores enfrentaram uma longa fila que dobrou quarteirões, diante do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Calçados do Município de Franca, da Rua General Carneiro, para obterem a isenção da contribuição assistencial que é descontada todos os anos de seus salários.
A confusão se formou por causa do horário de atendimento. Os sapateiros alegaram que na semana passada receberam panfletos sem identificação informando que as portas seriam abertas às 8 horas. Só que eles tiveram que esperar até o meio dia, quando começou o expediente. O sindicado alegou que publicou comunicados nos jornais e colocou avisos na recepção que o atendimento só começaria ao meio dia. O advogado da entidade, Luiz Carlos Timóteo, acusou o sindicato da Rua Padre Anchieta de ter provocado a confusão, ao informar o horário errado com a intenção de prejudicá-los.
Seguranças particulares foram contratados e a Força Tática da PM foi acionada para tentar controlar a confusão. Mesmo assim, pedras foram atiradas contra a sede do sindicato quebrando vidros da entidade.
No começo da tarde a fila ainda era grande e seguia da Rua General Carneiro, passava pela Voluntário Mário Mazine e descia pela General Osório, quase completando o quarteirão.
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