Jovens participarão do projeto Iniciação Científica Júnior


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Paulo Calefi, doutor em química e coordenador do projeto Iniciação em Científica Júnior, está ansioso em receber novos alunos
Paulo Calefi, doutor em química e coordenador do projeto Iniciação em Científica Júnior, está ansioso em receber novos alunos

Ter a oportunidade de ingressar no mundo acadêmico de pesquisa em uma universidade é o objeto de desejo de muitos que cursam o ensino superior. Agora, imagine conseguir a façanha no ensino médio. Pois é, 12 jovens de escolas públicas francanas terão essa oportunidade através de um projeto inédito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), desenvolvido na Unifran (Universidade de Franca).

Para que isso fosse possível, cinco instituições, indicadas pela Diretoria Regional de Ensino, puderam selecionar por critério próprio os alunos que participarão da Iniciação Científica Júnior, título do projeto.

Com 16 anos, Felipe Rodrigues Batista Ferreira, escolhido pela escola Escola Estadual “Mário D’Elia”, encara a vida de modo sério e já se planejou para a maratona que irá enfrentar assim que assumir suas novas atividades. “Vou acordar de manhã e ir para a escola; à tarde, nos dias em que houver atividades, vou para a Unifran; nos dias livres vou trabalhar e, à noite, aproveito para estudar”.

Felipe contou que ajuda o pai em sua confecção de malharia na parte de design e que gosta de assuntos ligados à computação. Exatas, inclusive, são o seu forte. Em 2007 conseguiu medalha de prata na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). Em 2009, foi bronze. Essa afinidade com os números também se sobressaiu no momento de escolher a área de atuação nas pesquisas. Por vontade própria, ele fará parte do grupo de Estudo de Conceitos de Química Medicinal com o Uso de Ferramentas Computacionais e, mesmo sem saber ainda o que está por vir, Felipe sabe qual o seu foco. “Espero me aprofundar neste projeto e construir uma base para quando eu ingressar na faculdade. Além disso, quero contribuir com a sociedade de alguma forma através das pesquisas”. E irá. De acordo com o coordenador institucional do projeto, Paulo Sérgio Calefi, doutor em Química, os alunos serão mais do que figurantes nessa história. “Temos pesquisa, por exemplo, para o desenvolvimento de novos medicamentos. O aluno designado para essa área vai colocar a mão na massa e vivenciar na prática como a ciência é feita, ao lado de pessoas experientes”, afirmou.

Os detalhes práticos do projeto propõem que os estagiários recebam uma bolsa auxílio de R$ 100 por oito horas semanais, em período contrário ao escolar. A partir de uma indicação da Diretoria Regional de Ensino, as escolas estaduais “Mário D’Elia”, “Evaristo Fabrício”, “João Marciano”, “Torquato Caleiro” e “Helena Cury”, puderam selecionar, a seus critérios, os merecedores das vagas.

As atividades se iniciarão no próximo dia 27 e a expectativa não poderia ser melhor. “É muito gratificante despertar o interesse dos jovens para as pesquisas científicas e, assim, contribuir para a formação científica no País”, concluiu o professor Calefi.
 

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