Nessa semana que se passou, completou-se um mês longe dela. Depois que ela se foi, toda aquela pureza e as alegrias desapareceram, ficando somente a dor e ausência. Como não chorar por uma mulher que durante 19 anos da minha vida foi uma segunda mãe e que durante 71 anos foi a anciã de uma família de quatro filhos, três genros, uma nora, seis netos e uma bisneta. Mesmo sendo analfabeta, foi educada na escola da vida, aprendeu a ter fé e coragem para lutar e com essa mesma determinação foi até o final de sua vida ensinando a todos, com a sua humildade, a receita da felicidade.
Mas apesar de tudo isso, tem horas que penso estar em um terrível pesadelo e é quando o desespero vem e o meu maior anseio e necessidade é poder ouvir aquela voz doce, que infelizmente estará somente na minha lembrança, pois ausência dela é algo que nem o tempo é capaz de apagar. No meio de tanta dor, a única coisa que me consola é saber que ela está com o Nosso Senhor, a quem ela tanto me ensinou a amar.
Mas se fosse concedido apenas mais um minuto de vida a ela, eu a abraçaria, a beijaria e falaria: “Vovó, obrigada por tudo, você cumpriu sua missão.
Eu te amo!”
De sua neta Danieli
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