A Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino) tem um projeto para abertura de uma clínica de tratamento involuntário para mulheres viciadas em drogas. Maurício Maniglia, orientador geral da entidade que existe desde 2000, não tem estimativas, mas disse que é comum mulheres abandonarem o tratamento. Segundo ele, o primeiro mês de internação é o período mais crítico. Na Amafem, o portão permanece aberto e se as internas desistirem da recuperação, estão livres para irem embora.
Com a abertura da clínica, as mulheres que decidirem e aceitarem se internar serão obrigadas a permanecer na instituição por no mínimo 30 dias. “Percebemos que o primeiro mês de internação é o período dos picos de fissura e fica mais complicado permanecer na fazenda. Se conseguirmos manter as internas nessa fase, elas terão mais chances de mudar de ideia e dar continuidade ao tratamento.”
As internas não serão submetidas à internação compulsória, mas o tratamento inicial será obrigatório. “Elas têm que dizer sim, querer se internar e a partir do momento que aceitarem, ficarão obrigadas a ficar pelo menos 30 dias”, disse.
Uma chácara está sendo sondada para abrigar a nova Amafem. Além da equipe atual com psicólogas, assistente social e terapeuta ocupacional, haverá seguranças por 24 horas para evitar “fugas” e médico psiquiatra. Maniglia acredita que em dois meses o projeto seja colocado em prática.
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