SUS paga metade das vagas em clínica de reabilitação feminina


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NOVOS PROJETOS - Maurício Maniglia, orientador geral da Amafem, entidade que atende mulheres dependentes químicas, é visto na fazenda da entidade onde ocorrem as internações
NOVOS PROJETOS - Maurício Maniglia, orientador geral da Amafem, entidade que atende mulheres dependentes químicas, é visto na fazenda da entidade onde ocorrem as internações

A Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino), fazenda de recuperação para mulheres dependentes de álcool e drogas, passou a oferecer internação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no fim de 2011. Das 30 vagas, metade é destinada aos atendimentos pagos pelo sistema público de saúde. Até a semana passada, as 15 vagas gratuitas estavam ocupadas. As interessadas podem procurar a Amafem diretamente, no Jardim Luiza, ou solicitar encaminhamento no Capsad (Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas), órgão ligado à prefeitura, para pleiteá-las.

Antes do convênio firmado com a Secretaria de Saúde e governo federal, a Amafem oferecia as chamadas vagas sociais, mantidas com recursos da Secretaria de Ação Social. Eram nove leitos, menos do que a quantidade ofertada atualmente pelo SUS. As internações particulares custam R$ 650 mensais. O tratamento dura seis meses. “O governo paga R$ 800 por mês à Amafem a cada internação feita pelo SUS”, disse Maurício Maniglia, orientador geral da entidade.
CA, de 45 anos, está internada na Amafem desde dezembro. É a segunda vez que ela recorre à entidade para lutar contra o alcoolismo. Após o primeiro tratamento, ficou quatro anos e meio longe das doses de pinga, mas “por problemas emocionais” voltou a beber.
Nas duas vezes, CA conseguiu se tratar sem custos. Se fosse para pagar R$ 650 mensais não teria condições. Ela está separada do marido e mora com dois filhos de 12 e 13 anos. “Estava trabalhando como serviços gerais, mas como internei aqui, paro de receber o salário que era cerca de R$ 750 por mês. Se não fosse de graça, continuaria o vício porque nem minha família nem eu temos condições de pagar a internação.”
O vício prejudicou o rendimento de CA no serviço. “Acordar para ir trabalhar, eu acordava, mas o corpo não respondia. Não produzia direito. Cheguei a faltar por causa da bebida. Estou esperançosa de que vou conseguir me recuperar de novo, me livrar dessa recaída que tive.”
As 20 internas em tratamento na Amafem tiveram envolvimento com álcool, maconha, cocaína e crack. O atendimento na entidade segue a linha cognitivo-comportamental. Uma equipe formada por psicólogas, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeira e coordenadoras acompanham a recuperação durante os seis meses de internação das mulheres. As internas têm direito a visitas individuais dos familiares.
PARA HOMENS
Para os pacientes do sexo masculino sem condições de pagarem pelo tratamento há entidades em Franca com atendimento gratuito. As 20 vagas oferecidas no Dcnovi são pelo SUS. A Hebrom e Narev oferecem vagas gratuitas para famílias de baixa renda.

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