Rua Francisco Marques se transforma em pista de corrida


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RISCO CONSTANTE - Carros e motos atravessam a rua Francisco Marques, no pontilhão de acesso à Vila São Sebastião: alta velocidade dos veículos preocupa população
RISCO CONSTANTE - Carros e motos atravessam a rua Francisco Marques, no pontilhão de acesso à Vila São Sebastião: alta velocidade dos veículos preocupa população

Com cerca de 3,5 quilômetros de extensão, a rua Francisco Marques é uma das vias principais de Franca e liga a Estação à Vila São Sebastião, Jardim Dermínio, Jardim Martins, Residencial Palermo e a outros bairros da região oeste do município. O intenso fluxo de veículos no local, ao mesmo tempo em que é comemorado pelos comerciantes, gera preocupação. O problema são os abusos cometidos pelos motoristas, que deixam um clima de tensão na via. A maioria dos imóveis na rua abriga pontos comerciais e os vendedores narram que presenciam diariamente excessos de velocidade. A máxima permitida é 40 km/h.
Em novembro do ano passado, o atropelamento de uma senhora terminou em morte. O comerciante LPGA, 44, estava na via a no mínimo 60 km/h - segundo a perícia da Polícia Civil -, o dobro da velocidade máxima permitida naquele ponto, e atropelou a dona de casa Maria de Lourdes Lopes, 75, que atravessou fora da faixa de pedestre. Com o impacto, ela foi arremessada ao chão e morreu no dia seguinte, vítima de traumatismo craniano e trauma abdominal. O acidente, de grande repercussão, aumentou o medo.
No momento do acidente, a faxineira Maria Aparecida Araújo, 60, havia acabado de atravessar a rua para ir ao mercado. Ela trabalha na Casa Maternal “São Francisco de Assis”. “Assustei muito com o acidente. Poderia ter sido eu. A gente demora para conseguir atravessar aqui. Tem que olhar muito, prestando muita atenção se está vindo carro e se dá tempo de atravessar.”
O comerciante José Mauro Ravagnani, 51, tem uma loja na via, e define o trânsito como complicado. “O grande problema não está na quantidade de carros, que acho normal, mas na velocidade que eles imprimem quando passam aqui na porta. É muito alta, de 60, 70 e até 80 por hora. Acredito que uma fiscalização maior inibiria esses excessos.” José Mauro também sugere que a Prefeitura instale mais um semáforo, na rotatória após a Igreja São Judas.
Agnaldo Antunes, 39, é dono de loja de quitutes e abre o estabelecimento às seis horas da manhã. Passa o dia no local e disse que presencia acidentes todos os dias. “É direto. É muita gente tirando racha, moto passando em alta velocidade e até caminhão correndo. Os carros descem muito rápido e sempre tem atropelamento, batida entre carro e moto, moto caindo. Eles fazem daqui uma pista de corrida.”
O irmão de Agnaldo, Jiovani Antunes, 44, também tem uma loja na rua e é outra testemunha dos abusos cometidos por motoristas. “Se você ficar aqui 10 minutos, vai ver um acidente ou um quase acidente. O pessoal não respeita e corre muito. Alguma providência tem de ser tomada.”
A sugestão dos irmãos é para que sejam instalados radares móveis para punir motoristas que circularem além da velocidade permitida e para que o estacionamento do lado direito da pista seja liberado novamente. Há cerca de um ano, as paradas de veículos no trecho da rua após o pontilhão, estão autorizadas apenas na lateral esquerda. “Se estacionar dos dois lados, terá menos espaço para os veículos e ajudará a retê-los, fazendo-os acelerar menos. E para os passageiros que forem descer, ficará mais seguro porque descerão na calçada”, disse Jiovani.
Um abaixo-assinado para retornar o estacionamento foi entregue na Prefeitura, mas o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, descarta a possibilidade.


OUTRO ACIDENTE
Três meses após a dona de casa Maria de Lourdes, 75, perder a vida depois de ser atropelada na Francisco Marques, o endereço foi palco de outro acidente envolvendo uma pessoa idosa. O sapateiro aposentado José Elano, 63, ficou em estado grave após ser atingido por uma Honda Bis no dia 1º de fevereiro, em frente à UBS da Vila São Sebastião.

Veja o vídeo da matéria. 

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