O BATISMO COM FOGO
Em Mateus 3;5-7 lemos: ‘Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?’. Os fariseus e saduceus enfatizavam que se devia guardar a lei no Antigo Testamento, mas eles mesmos não tinham um viver condizente com o que ensinavam. Entretanto eles precisavam arrepender-se para não sofrer a ira vindoura, de forma que também produzissem frutos dignos de arrependimento (v.8).
Prosseguindo no versículo 9 lemos: ‘Não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão’. Embora Deus tenha estabelecido o reino de Israel para representar Seu reino e fazer Sua vontade na terra, os religiosos não o fizeram. João Batista, porém, apresentou se ministério: ‘Eu batizo com água, para arrependimento: mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo’. Não está escrito ‘ou com fogo’; antes, o texto deixa bem claro que se trata do batismo com o Espírito Santo ‘e’ também com fogo.
Para compreender melhor o batismo com fogo, usaremos as experiências de Pedro. Ele passou pelo batismo de João Batista, o batismo com água, e depois pelo batismo com o Espírito Santo do Senhor Jesus. Além disso, Pedro passou pelo batismo com o fogo do Senhor Jesus, porque nas experiências reconhecia que sua vida da alma precisava ser terminada. Ele ouviu as palavras que o Senhor falou em Mateus 16 a respeito da vida normal da igreja, as quais dizem respeito a negar a vida da alma (v.24).
Embora já tenhamos falado muito sobre esse assunto nas mensagens de Pedro, ainda será importante relembramos alguns aspectos. Na experiência do apóstolo, depois de sua regeneração, a vida divina, isto é a vida de Deus que ele havia recebido, ainda precisava crescer. Do nascimento de seus pais, ele havia recebido uma vida na carne, uma vida física, muitas coisas naturais, incluindo a vida da alma.
Temos passado pela experiência de negar a vida da alma para o que sabemos que há necessidade de tribulação e sofrimentos. Com relação aos sofrimentos, no passado já vimos como precisamos de tratamentos e de disciplina, por meio dos quais negamos a nós mesmos. As experiências de Pedro, contudo nos mostraram que podemos negar nossa visa da alma sem termos que passar por experiências de sofrimento exterior. Ao receber o Espírito, recebemos também Seu fogo santo dentro de nós, o qual quer queimar todas as coisas que não pertencem a Deus (1 Pe 1:7;4:12).
Graças ao Senhor! Nossa vida natural precisa ser negada.
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