Morre Milton Dutra, 58 anos, advogado e defensor de júri


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SEPULTAMENTO - Milton Dutra será sepultado hoje no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, às 10 horas
SEPULTAMENTO - Milton Dutra será sepultado hoje no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, às 10 horas

Morreu às 9h18 de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, o conhecido advogado criminalista e defensor de júri, Milton Dutra. Há duas semanas foi internado no Hospital Regional de Franca, atingido por grave doença hepática. Há quatro dias, foi transferido para o HC de Ribeirão Preto como última tentativa de reversão de seu quadro clínico, mas ele não resistiu.

Era filho de Arsênio Dutra e Joana Tomé Dutra, irmão de Hélio Wagner, Jair e Rosângela. Deixa viúva Nair Castro Couto Rosa Dutra, com quem teve 34 anos de casamento e três filhos, Fabíola (advogada, uma das gerentes do Bradesco, casada com José Alexandre Villar), Flávia (enfermeira do Hospital das Clínicas de Ribeirão, casada com Luís Cláudio Villar) e Milton Dutra Júnior (estudante do 4º ano de Direito da Unifran, faixa preta de Tae Kwon Do, atleta representante da cidade em Jogos Abertos e Regionais e detentor de títulos paulista e brasileiro da modalidade).

A exemplo de seus irmãos, Milton também escolheu o exercício da advocacia como atividade principal de sua vida. Formou-se pela Faculdade de Direito de Franca e, rapidamente, tornou-se profissional respeitado, primeiro especializando-se em criminalística e em defesa de júri – orgulhava-se dos mais de 60 julgamentos em que atuou – e, depois, dedicando tempo também ao associativismo pela união permanente da classe. Dirigiu com vários companheiros a Associação dos Advogados de Franca. Do trabalho resultou a primeira sede própria da entidade, erguida no Jardim Redentor. Milton não estava satisfeito. Queria levar o órgão à região do Fórum, visando oferecer a gama de serviços da associação ao maior número de associados possível. Apoiado pelo presidente Carlos Diniz, conseguiu excelente negociação e a sede própria acabou sendo transferida para o bairro São José. Ali, a entidade permaneceu ativa até o final da gestão que integrou. Confessava-se entristecido com o esvaziamento da associação nos últimos anos, imóvel duramente conquistado, desleixado. Queria, ainda, empreender trabalho para devolver-lhe dimensão de serviços, a mesma de outras épocas. Não houve tempo.

Ainda profissionalmente, exerceu mandato como tesoureiro junto aos advogados Mansur Jorge Said Filho e Ivan Cunha Souza, frente à OAB-Subseção de Franca. Por mais de 10 anos participou, também, do Lions Clube Cidade Nova.

Esportista, Milton teve um breve, mas intenso período como presidente da Associação Atlética Francana e outro, como presidente do Palmeirinhas, da rua Santos Pereira. Neste clube cercado de amigos e incentivadores, idealizou e ergueu obra comercial dotada de várias lojas. Queria garantir recursos financeiros à agremiação e o fez. Orgulhava-se deste trabalho.

Em casa, deixa saudade de seu perfil alegre e brincalhão, porém, concentrado e aconselhador, como contou Milton Júnior ao Comércio. “Papai era presente, comprometido com a família. Ensinou-nos o bom caminho. A mim, estimulou-me ao esporte e às artes marciais como caminho de disciplina e respeito às pessoas. Esteve sempre junto na ocasião das competições. Jamais será igual, mas devo seguir em frente, eu e meus irmãos, como ele gostaria que fosse”.

O corpo foi trasladado ontem para Franca. O velório, na sede da Casa do Advogado, OAB/Franca chega ao fim hoje, 10 horas, quando será sepultado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.

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