O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Fábio Cândido, quer ajudar as bancas de pesponto da cidade a formarem uma associação para representá-las nas negociações junto às fábricas de sapato francanas.
Segundo Cândido, por serem consideradas empresas, as bancas precisam respeitar todos os itens da convenção coletiva de trabalho dos sapateiros, mas, em visitas e conversas com donos de bancas, ele percebeu que o setor não tem condições de atender a todas as determinações. “As fábricas pagam pouco pelo pesponto. O dono da banca é patrão e prestador de serviços ao mesmo tempo. Ele precisa ser melhor remunerado.”
É para aumentar a força de negociação com as fábricas que o presidente do sindicato propôs a criação da associação de bancas. “Unidos, eles terão mais apoio e mais poder para negociar.”
A ideia é convocar os donos de banca para discutir a questão. “Ainda não temos a data definida para isso. Mas será o mais breve possível, porque a situação dessas pessoas é caótica.”
Cândido não fala em números, mas disse que as bancas têm hoje um papel fundamental na produção de calçados e merecem mais atenção. “O corte e o pesponto são uma das principais etapas na fabricação do calçado. O empresário calçadista, para se ver livre dos encargos, criou essa figura que é a banca. Agora precisa contribuir para que ela possa funcionar dentro da lei.”
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