Carnaval do Brasil


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O Carnaval fica diferente de acordo com a região do País em que é festejado. Na Bahia há trios elétricos e o ritmo mais executado é o axé. Em Olinda e Recife, imperam os bonecos gigantes e o frevo. No Rio de Janeiro e em São Paulo, a atração são as escolas de samba nos sambódromos. Milhares de estrangeiros vêm ao Brasil ver o nosso Carnaval.

O Carnaval não nasceu aqui. Ele tem origem muito antiga, nas ce-lebrações das colheitas dos povos que habitavam a região hoje co-nhecida por Europa. Terminada a colheita, guardados os alimentos, o povo comemorava dançando e cantando. Foram os portugueses que trouxeram a festa que se aclimatou muito bem no Brasil, misturada a antigas tradições dos africanos.

Quem gosta, cai na folia, assiste aos desfiles das escolas de samba, usa máscaras e fantasias e o que mais apetecer. Das máscaras, as tradicionais são as de Colombina, Pierrô e Arlequim, que nos chegaram da Itália, onde eram personagens de apresentação teatral. A Colombina representa a moça bela e volúvel, que deixa Pierrô, apaixonado por ela, e vai namorar Arlequim, um sujeito cheio de artimanhas. Esse relacionamento deu até samba. Quer dizer, marchinha.


Marchinha era o nome das canções que os compositores faziam para serem cantadas durante os bailes carnavalescos. Por muitos anos, eram só marchinhas que se tocavam nos salões. Alguns compositores emplacavam suas músicas rapidamente. Um deles foi Noel Rosa (1910-1937) que compôs Pierrô Apaixonado, cuja letra é a seguinte:

“Um Pierrô apaixonado/ Que vivia só cantando/ Por causa de uma Colombina/ Acabou chorando/ Acabou chorando// A Colombina entrou no butiquim/ Bebeu, bebeu/ Saiu assim, assim// Dizendo Pierrô cacete/ Vai tomar sorvete/ Com o Arlequim// Um grande amor tem sempre um triste fim/ Com o Pierrô aconteceu assim/ Levando esse grande chute/ Foi tomar vermute/Com amendoim.”

No começo as pessoas iam aos salões, cantavam e dançavam as tais marchinhas. As letras contavam histórias engraçadas e animadas. O primeiro baile de Carnaval aconteceu no Rio de janeiro, em 1840, no reinado de Pedro II. Quinze anos depois acontecia o primeiro desfile de rua. O povo, que não frequentava os salões, ia para as ruas brincar à sua maneira. Surgiram as primeiras escolas de samba, também no Rio. Os cariocas sempre foram grandes fãs do Carnaval.

Mas como tudo no mundo segue o ritmo da evolução, o Carnaval foi se modificando. Em 1960 chegaram os primeiros trios elétricos. Dois baianos, Dodô e Osmar, reformaram um Ford antigo, atrelaram a ele uma caçamba, colocaram um amplificador de som. Foi o maior sucesso. A ideia ganhou vulto e outros carros, cada vez mais possantes no som, foram surgindo. Hoje são estruturas enormes que puxam atrás de si uma multidão que canta, dança e brinca.

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