Lindemberg pede perdão à mãe de Eloá: 'entendo a sua dor', afirmou


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O julgamento de Lindemberg Alves -- acusado de matar Eloá Pimentel, 15, após mantê-la como refém por cerca de cem horas em outubro de 2008 -- entrou nesta quarta-feira em seu terceiro e possível último dia, no Fórum de Santo André (Grande ABC).

O momento mais esperado aconteceu à tarde, com o depoimento do réu que pediu perdão à mãe da jovem. "Eu era muito amigo da família", disse Lindemberg ao depor. "Quero pedir perdão para a mãe dela em público, pois eu entendo a sua dor", afirmou. "Estou aqui para falar a verdade, afinal tenho uma dívida muito grande com a família dela [Eloá]." O depoimento começou por volta das 14h com a leitura da acusação, feita pela juíza.
 
Segundo o acusado, ele e a vítima mantiveram relacionamento amoroso por dois anos e 3 meses e haviam retomado havia cinco ou seis dias. Lindemberg afirmou que ficou surpreso ao encontrar Iago, Victor e Nayara no apartamento -- os amigos da jovem estavam reunidos para fazer um trabalho de escola e todos foram feitos reféns no primeiro dia do cárcere. "A Eloá ficou assustada ao me ver", relembrou o réu. "Mandei os três saírem do apartamento pois eu queria conversar com ela sozinha. Mas eles se recusaram."
 
Durante o interrogatório, Lindemberg justificou a razão de ter entrado no apartamento com uma arma. "Estava armado, pois dias antes recebi ameaças de morte pelo telefone. Era para garantir minha segurança", declarou.
 
Para Lindemberg, Eloá estaria o traindo com Victor Lopes de Campos -- que prestou depoimento ontem como testemunha. "Puxei a arma para Eloá quando ela começou a gritar comigo, mentindo que ela não tinha ficado com o Victor", alegou. "Qualquer outra pessoa teria tido uma reação extrema. Eu fui muito calmo." O réu também falou sobre o momento da chegada da polícia ao local. "Quando a polícia chegou, fiquei apavorado. Não sabia o que fazer", relata.
 
Após o depoimento do réu, os debates são abertos, com uma hora e meia para a acusação e uma hora e meia para a defesa, além da réplica e da tréplica. Somente depois disso, os jurados vão se reunir para discutir o caso e, depois, a juíza lerá o veredicto. O julgamento pode acabar ainda hoje.

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