Por decisão unânime, o Conselho de Administração da LNB (Liga Nacional de Basquete) - formado por dirigentes de sete clubes - vetou convite que permitiria a inclusão do extinto time de Ribeirão Preto na próxima edição do NBB (Novo Basquete Brasil). O encontro ocorreu, na tarde de ontem, em Brasília, com as presenças do presidente da LNB, Kouros Manadjemi; seu vice, Cássio Roque; e os representantes das equipes com direito a voto no Conselho: Franca, Pinheiros, Paulistano, Minas Tênis, Flamengo, Joinville e Uberlândia.
“Ribeirão Preto pode até participar do NBB desde que alcance a vaga através da Copa do Brasil ou compre a franquia de alguma das equipes que estão inativas”, disse, por telefone, no início da noite de ontem, o presidente do Vivo/Franca, Luís Carlos Teixeira, que participou do encontro.
Uma das principais equipes do basquete nacional, a equipe de Ribeirão Preto encerrou atividades em 2006. Na ocasião, seus dirigentes optaram por acabar com os investimentos devido à crise que envolveu a modalidade no país. O sucesso do NBB e o recente retorno do basquete brasileiro à Olimpíada fizeram com que Chaim Zaher, presidente do sistema COC de ensino, mantenedor do time, mudasse de ideia. No ano passado, ele anunciou a retomada da equipe profissional em 2012 e imediatamente enviou uma carta à LNB solicitando um convite para que pudesse participar da quinta edição do NBB. A resposta foi não. Aparentemente, os dirigentes dos clubes não gostaram de supostas afirmações feitas por Zaher de que já tinha acordos apalavrados que garantiriam os retornos de Nezinho, Arthur e Alex Garcia para a equipe ribeirãopretana. Isso, mesmo com eles tendo contratos assinados com Brasília.
A justificativa lembrou outros interessados em participar da competição. “O conselho, por unanimidade, não concorda em convidar uma equipe que apenas enviou uma carta. Eles precisam mandar uma proposta irrecusável e não simplesmente ‘quero entrar’. Vários outros clubes já se manifestaram querendo entrar, como Palmeiras e Vasco, mas dissemos não. O COC é uma empresa respeitável, uma baita agremiação, mas o caminho para todos é a Copa Brasil”, comentou Monadjemi, ao site UOL.
“A decisão está baseada no estatuto da própria Liga. Nós nada mais fizemos do que analisar o pedido. Para entrar na liga não basta um convite”, finalizou Teixeira.
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