Escolas de samba arrematam fantasias às vésperas da festa


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QUASE PRONTO - Carnavalesca dá os últimos retoques em um dos bois de Parintins que irá compor o carro abre-alas da escola de samba Embaixadores da Estação
QUASE PRONTO - Carnavalesca dá os últimos retoques em um dos bois de Parintins que irá compor o carro abre-alas da escola de samba Embaixadores da Estação

A quatro dias da abertura dos desfiles das escolas de samba de Franca, os carnavalescos, costureiras e demais voluntários correm contra o tempo para acertar os últimos detalhes da festa. O Comércio visitou ontem a montagem de duas agremiações e o ateliê de costura que reúne peças de uma terceira escola para saber como estão os últimos ajustes de alegorias, carros e fantasias que serão levados para a Passarela do Samba “José Renato Rosa”, na avenida Chico Júlio (em frente ao Parque “Fernando Costa”). Os desfiles acontecem no sábado e domingo a partir das 20h30.

Encarregada de abrir o desfile no sábado, a Embaixadores da Estação trabalha em sistema de escala. São quase 15 horas por dia para finalizar dez alas e três carros alegóricos. Em um deles, os diretores vão reproduzir com armações, panos e papelões a lavagem das escadarias da igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia. Já o carro abre-alas trará a cultura do Amazonas, reunindo personagens folclóricos, como os bois Garantido e Caprichoso de Parintins. “Vamos falar das Maravilhas do Brasil dando ênfase às quatro macrorregiões: Norte, Sul, Sudeste e Centro-oeste”, disse o presidente da escola, Delcides Moreira. Segundo ele, 90% do serviço está concluído, restando apenas a montagem dos carros. “Faltam poucos detalhes da montagem dos carros e depois temos que guinchá-los até a avenida.”

Com 39 anos de história, a serem completados em novembro, a Ases do Ritmo terá como enredo a Migração Italiana para Franca e sairá com 250 componentes em oito alas e quatro carros. Ontem, integrantes da escola trabalhavam no arremate de algumas fantasias, como o costeiro a ser usado pelas crianças, unindo na mesma imagem o Coliseu de Roma, símbolo do poder, e a fachada da Igreja Nossa Senhora das Graças em Franca, construída graças à ação dos italianos. “Será uma homenagem aos italianos que vivem em Franca, inclusive teremos uma ala com a presença deles na avenida”, disse o presidente Régis Augusto Rosa.

A escola Filhos de Gandhi falará sobre o centenário da Francana, seus títulos, ídolos e dirigentes e sairá com 70 ritmistas na bateria, dez alas e três carros, além de tripés. Para ganhar agilidade na confecção das fantasias, a escola trabalhou com costureiras terceirizadas e artistas plásticos. Em um desses ateliês, a costureira Aparecida Dejanira Miranda Evaristo, 67, mais conhecida como dona Tatinha, trabalha simultaneamente para três escolas e se diz apaixonada pelo Carnaval. “Comecei a me envolver com Carnaval em 1986 e não parei mais. Nesse ano, estou confeccionando 45 fantasias, todas de baianas.”
 

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