Receber uma obra pública é uma reivindicação constante de todos os bairros. O velório do Paulistano é uma exceção. Difícil encontrar alguém que aprove a obra. Moradores vizinhos fizeram um abaixo-assinado para tentar impedir a construção. Nada contra a obra, mas tudo contra a localização. “Em 2005, eu e o deputado Gilson de Souza corremos atrás da verba, mas a ideia era fazer em outro ponto do bairro. A região é grande e precisa de um velório. A obra ficou muito boa, mas está num lugar que ninguém quer”, lamentou o ex-vereador Zezinho Cabeleireiro.
Vizinhos do velório concordam com ele. “Foi construído em área errada. Quando chove, desce muito água e lá é muito escuro. Teria que ser uma obra para ser usada durante o dia, como uma creche, ou um parque”, disse o sapateiro Eurípedes Garcia. “É um ponto muito perigoso”, completou a dona-de-casa, Regina Ferreira Duarte Batista.
O vereador Josivaldo Bahia (PTB) é um dos poucos que defendem a obra. Ele disse que o terreno não poderia ter sido usado para outro fim e que o velório abrirá as portas em breve, sob administração da Igreja Quadrangular. “Faltavam alguns documentos, que já estão sendo providenciados. Acredito que dentro de uns 20 dias podemos inaugurar. Muitos criticam porque ainda não precisaram.”
A secretaria de Urbanismo, Valéria Marson, disse que o município não tinha outra área institucional na zona leste para receber o velório.
“Acho que ninguém quer inaugurar o velório, não. Vão passar a vez para outro”, disse o comerciante Márcio Elomar, lembrando de Odorico Paraguaçu.
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