A Polícia Civil aguarda o laudo pericial que deverá apontar as circunstâncias do atropelamento que culminou com a morte do soldado Jonathas Junio Pezarezi, de 26 anos. O policial rodoviário foi sepultado na tarde de ontem em Ribeirão Preto com honras militares. Pezarezi foi atropelado pelo pespontador Tiago Custódio Veiga, de 22 anos, condutor de um Voyage na rodovia Ronan Rocha durante uma fiscalização de rotina na via. Veiga não era habilitado e fugiu do local sem prestar socorro ao PM. Horas depois, foi encontrado e preso em flagrante.
Ontem o delegado Daniel Paulo Radaelli, que preside o inquérito, informou que não acredita na versão apresentada pelo pespontador. Com base no depoimento de testemunhas - o soldado que trabalhava com a vítima na blitz e um funcionário da Autovias que estava nas proximidades do acidente -, Radaelli afirma que o pespontador não teria tentado desviar do policial e não acredita que a irmã do acusado estivesse no veículo.
“Vamos ouvi-la no decorrer da semana. Existem pontos falhos na versão do autor, com depoimento de duas testemunhas e analisando o local do acidente. As testemunhas informaram que havia pelo menos outros dois homens no carro e os viram depois do acidente, empurrando o veículo”, disse o delegado.
O laudo da Polícia Científica deve ficar pronto em, no máximo, 30 dias.
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