A madrugada do último domingo foi marcada pelo terror num posto de combustível na saída para Restinga. O local, comumente frequentado por jovens, virou praça de guerra. De um lado, cerca de 1,5 mil jovens armados com pedras e garrafas, do outro 15 viaturas da Polícia Militar com armas de balas de borracha e gás lacrimogêneo. O confronto terminou com 15 pessoas detidas -sendo sete menores - e um prejuízo de mais de R$ 3 mil para o dono do posto. Essa foi a terceira vez em menos de um mês que jovens e policiais se enfrentaram na região do Distrito Industrial.
A confusão teria começado por volta da meia-noite de sábado, quando os jovens resolveram ocupar uma das pistas da avenida Severino Tostes Meirelles, que liga Franca a Restinga. “Eles simplesmente não deixavam nenhum veículo passar. Nem caminhão. Quem tentava era parado e eles ficavam forçando o carro, querendo virá-lo. Ficamos com medo e acionamos a polícia”, contou um dos frentistas em serviço naquela noite.
Logo depois, uma viatura da PM teria passado pelo local. “Quando os jovens viram o carro, já começaram a tacar pedras. Então eles (os policiais) nem estacionaram”, disse o frentista. Cerca de meia hora depois, como a confusão continuava, os policiais foram novamente acionados. Desta vez, compareceram em 15 viaturas. “Aí, foi uma verdadeira praça de guerra. Os jovens partiram para cima das viaturas. Recomeçaram a tacar pedras, garrafas e tudo o que viam pela frente.”
Os policiais reagiram com tiros de balas de borracha e uso de gás lacrimogêneo. “Quando a polícia reagiu, foi um estouro de boiada. Todos correram para o posto. Estavam agitados, gritando. Tinha meninas e crianças no meio. Ficamos muito assustados”, lembra o dono do posto.
Com a ação, a PM conseguiu conter os baderneiros, mas a esta altura eles já haviam quebrado duas bombas de combustível do posto, danificado o forro da cobertura das bombas e quebrado telhas da loja de conveniência. “Eu ainda não tenho todos os orçamentos em mãos, mas posso garantir que meu prejuízo será superior a R$ 3 mil”, disse o dono.
Os PMs conseguiram prender 15 pessoas envolvidas na confusão, sete delas com idades entre 15 e 16 anos. Todos foram liberados. “Eu estou com medo de trabalhar. Saio de casa e aviso a minha mulher que não sei se vou voltar e como vou voltar. Cada vez está pior a ação desses jovens. No sábado, acertaram as bombas, mas poderia ter sido eu”, disse o frentista.
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