06 de fevereiro de 1962. Há 50 anos, o Brasil perdia um de seus maiores pintores de fama internacional. Cândido Portinari, um dos precursores do modernismo no Brasil, morreu no Rio de Janeiro, vítima de hemorragia cerebral devido à intoxicação por tinta a óleo, instrumento de sua arte. O autor de obras como Os Retirantes, Guerra e Paz e Colhedores de Café preparava para aquele ano uma exposição de 200 telas em Milão (Itália). Seu último quadro, de uma índia carajá, que integraria a mostra, ficou inacabado. O que nunca acabou foi a memória do artista, mantida até os dias de hoje pelos esforços do filho, João Cândido Portinari, 73, e dos locais em que o pintor deixou grande parte de seu acervo, em Brodowski (cidade natal do artista) e Batatais (que reúne o maior acervo sacro do pintor).
E é no Museu Casa de Portinari, em Brodowski que essa memória se reacende esta semana. Em comemoração ao cinquentenário de morte de Portinari, o museu realiza, até o dia 21 de abril, atividades paralelas à exposição das obras restauradas Guerra e Paz (doadas à ONU pelo governo brasileiro em 1952), disponíveis pela primeira vez no Memorial da América Latina, em São Paulo.
A Homenagem ao Cinquentenário da Morte do Artista terá a exibição de uma série de reportagens sobre a história de Guerra e Paz, produzidas pela EPTV de Ribeirão Preto. Haverá também as réplicas dos painéis no museu, bem como a disponibilização de objetos utilizados por Cândido Portinari que foram referenciais para a criação e confecção das obras.
Gratuita e destinada a todos os públicos, a mostra tem como objetivo conquistar novos apreciadores para as obras do pintor brodowskiano. As atividades acontecem de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. O museu fica na praça Cândido Portinari, nº 298 - Centro - Brodowski. Mais informações pelo telefone (16) 3664-4284.
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