A dupla sertaneja João Carreiro & Capataz está no centro de uma polêmica. Os músicos estão sendo acusados pela ONG ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), de Santo André (SP), de incentivar a homofobia através da música Bruto, Rústico e Sistemático.
Na referida canção, o trecho que tem incomodado os integrantes da ONG diz o seguinte:
“Sistema que fui criado, ver dois homem abraçado, pra mim era confusão/ Mulher com mulher beijando/ Dois homens se acariciando, meu Deus que decepção/ Mas nesse mundo moderno, não tem errado e nem certo, achar ruim é preconceito/ Mas não fujo à minha essência, pra mim isso é indecência/ Ninguém vai mudar meu jeito”.
Em entrevista ao blog Universo Sertanejo, do UOL, João Carreiro – intérprete e um dos compositores da letra – disse que “a música é só uma história, e o personagem principal é um sujeito antigo, caipira, como se fosse um avô nosso. A letra só reflete o pensamento do sujeito rústico dessa época, é só uma história, não é uma opinião minha.”
Sobre a polêmica o cantor preferiu não se manifestar. A assessoria de imprensa da dupla enviou comunicado a imprensa para esclarecer que João Carreiro & Capataz não são homofóbicos.
Leia o comunicado na íntegra:
“Saiu no Mix Brasil que a militância LGBT considera homofóbica a letra da música da dupla João Carreiro e Capataz, “Bruto, Rústico e Sistemático”. O assunto foi levantado ontem (2), pela ONG ABCDS, de Santo André. Quanto à questão só podemos lamentar tanta vontade de causar polêmica com algo que é tão claramente inocente e óbvio. A música retrata um personagem, um “caboclo” simples, como diria João Carreiro que é autor da canção assim como da maioria das músicas que canta, que não aceita e não entende as coisas que questiona na letra. João Carreiro e Capataz não são homofóbicos, não querem ofender ninguém com suas canções. São só dois apaixonados por música sertaneja, suas histórias, seu palavriado e seus personagens e prova disso é que acabam de lançar um dos trabalhos mais magníficos do segmento, uma verdadeira obra de arte em homenagem à cultura caipira, o Lado A Lado B que deveria ser ouvido por todo aquele que admira as tradições da música sertaneja.”
Assista ao clipe da música e tire as suas conclusões:
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