Do ciúme


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Não foi nada por querer, querendo
Excesso de cuidado
E ao te ver quase morrendo
Acabou acabando, acabado

Não foi nada por dizer, dizendo
Quiçá zelo, desvelo de alma
E ao te ver assim, sofrendo
Não tive controle, mínima calma

Não foi nada por fazer, fazendo
Bobagem súbita, temperamento descontente
E ao perceber sua agonia
Foi tomada de paradoxal alegria, quase demente.

Por que alma, torta, tortuosa, tortuosamente
Não se explica com facilidade, facilmente.
É bicho indomável, quase são e quase doente
E o ciúme sempre nos pega, cegamente.

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