Rifaina veta churrasqueiras nas ruas durante Carnaval deste ano


| Tempo de leitura: 2 min
LUTA CONTÍNUA - Vinícius Nathan da Rocha Lima joga basquete em frente à sua casa, no Horto. Adolescente descobriu aos dez anos que tinha um tumor na garganta
LUTA CONTÍNUA - Vinícius Nathan da Rocha Lima joga basquete em frente à sua casa, no Horto. Adolescente descobriu aos dez anos que tinha um tumor na garganta

Vinícius Nathan da Rocha Lima, 14, tinha apenas 10 anos quando descobriu que estava com câncer. Em 2008 se destacava nas competições de judô, que praticava desde que tinha 5 anos, porque sempre quis aprender a lutar. Era junho daquele ano quando Vinícius foi surpreendido com uma forte congestão nasal. Ele acordou um dia com o nariz entupido, sem estar resfriado nem ter problemas respiratórios.

A mãe dele, a secretária Valéria da Rocha Neves, 42, decidiu levá-lo ao médico. A princípio, o caso foi tratado como sinusite crônica, mas Vinícius não apresentou melhoras. Uma bateria de exames revelou que ele estava com 95% dos ossos do rosto obstruídos. “O médico pediu uma cirurgia de urgência para fazer a desobstrução porque era muito grave”, disse a mãe.

Durante a operação, a equipe médica aproveitou para retirar as amígdalas de Vinícius e foi no momento de extraí-las que veio uma surpresa. “Ao cortar as amígdalas, um tumor saltou para fora na rinofaringe dele, era do tamanho de uma laranja, estava em estágio avançado e podia duplicar de tamanho a cada 48 horas.”

Vinícius teve o linfoma Não-Hodgkin de Burkitt, mesmo que acomete o ator Reynaldo Gianecchini, 38. Uma semana depois da cirurgia que detectou o tumor, o paciente realizou exames no Hospital do Câncer de Franca e o tumor já havia crescido novamente. Durante oito meses, Vinícius fez quimioterapia. A cada 20 dias permanecia internado seis dias consecutivos para receber os medicamentos. Passou a conviver com náuseas, vômitos e queda dos cabelos. Foi obrigado a se afastar da escola e do judô. “Quando minha mãe me contou, eu falei para ela que câncer matava. Mas vi que não mata, tem tratamento e cura”, disse Vinícius.

O adolescente está hoje com 14 anos, mas ainda não recebeu alta médica. É um dos 1.500 pacientes em Franca e continua em seguimento no HC. A cada quatro meses repete exames.

Liberado para as atividades interrompidas com o tratamento, Vinícius se matriculou no sétimo ano escolar, deixou o judô e se dedica aos treinos de basquete - ele mede 1,82 metro - duas vezes por semana e aproveita os fins de semana para cavalgar. “Foi um desespero no começo, mas agora está tudo bem. Ele acabou me dando muita força”, disse Valéria.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários