Um acidente na avenida Dom Pedro I envolvendo três veículos, na tarde de ontem, foi a gota d’água para que moradores da região interditassem com sacos de areia o retorno próximo à rua Padre Antônio Vieira. Pessoas que participaram do ato disseram que o cruzamento é cenário de acidentes semanais. Dados da Polícia Militar revelam que de janeiro a setembro de 2011, 86 casos aconteceram naquela avenida, que ocupa a 10ª posição no ranking das mais perigosas da cidade.
O acidente que desencadeou o protesto ocorreu por volta das 13 horas de ontem. Segundo Bruno Faleiros, 21, que estava com o pai em um dos carros envolvidos na colisão, eles aguardavam no retorno para sair da avenida e entrar na Padre Antônio Vieira quando tudo aconteceu. “Um Sandero acertou a traseira do nosso Corsa e, então, uma Currier acertou o Sandero.” Ainda de acordo com ele, ninguém se feriu gravemente.
Mesmo o trecho recebendo grande fluxo de carros, motos e bicicletas, a sinalização é quase inexistente. Problemas para os veículos e também para os pedestres. Atravessar a avenida torna-se uma aventura perigosa. “Não tenho coragem de deixar meu filho ir até o varejão. Um senhor foi atropelado em cima do canteiro há pouco tempo. Ele ainda está de cama, com fratura nas duas pernas”, disse Cleuza Campos, que há mais de 20 anos mora nas proximidades.
A Polícia Militar alegou que os problemas registrados no trânsito da avenida não justificam a interdição da via. A medida, conforme os trâmites legais, seria protocolar um pedido de providências junto à prefeitura e acompanhar a avaliação do processo.
Segundo Maria Rosalina Faleiros, mãe de Bruno - um dos envolvidos no acidente - a medida recomendada pela PM teria sido tomada em agosto de 2011 com um abaixo-assinado preenchido por cerca de cem pessoas. “Na época, o Buranelli (Sérgio, secretário de Segurança) me disse para esperar que ia ser feito um estudo, mas já faz mais de seis meses.”
A diretora técnica da Divisão de Trânsito, Liliana Chimelo, esteve no local e disse que providências já foram tomadas. “Estamos com o projeto pronto. Haverá abertura para um processo licitatório para compra de semáforos. A partir disso, a estrutura do trânsito dentro do bairro também terá que mudar.”
Segundo Chimelo, algumas mãos que dão acesso à avenida serão alteradas, mas ainda não há um prazo definido para que isso aconteça.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.