A fusão com o Hospital Regional acaba de ser aprovada pelos médicos cooperados da Unimed Franca. O aval é necessário para que as negociações, até então feitas apenas entre as diretorias dos dois hospitais, possam avançar. Agora para que o negócio seja concretizado, é preciso que os 300 acionistas médicos e não médicos do Regional aceitem vender suas ações à cooperativa.
A assembleia em que os médicos da Unimed decidiram dizer sim à fusão com o Regional foi realizada no dia 24 de janeiro. Oficialmente, a direção da cooperativa não comenta valores. Mas nos bastidores especula-se que o negócio deva movimentar entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões.
A Unimed aguarda agora o posicionamento dos acionistas do Hospital Regional de Franca. O médico Alberto Costa Filho, presidente do Regional, disse ontem que o hospital aguarda a conclusão de uma auditoria para, então, convocar a assembleia de acionistas. “Contratamos uma empresa especializada para estudar tanto nossas finanças como as da Unimed. Além disso, ela deve também apresentar respostas para uma série de dúvidas que temos a respeito de como será feito esse negócio. Só com os resultados desses estudos em mãos é que marcarei uma data para votação.”
O presidente do Regional disse que hoje o hospital que funciona como uma empresa em regime de sociedade anônima tem cerca de 300 acionistas com direito de voto. “A maioria com certeza é médico e atua no corpo clínico. Mas também temos os sócios não médicos que terão que ser ouvidos. Só fecharemos negócio se a maioria concordar.”
A previsão inicial é que a auditoria seja concluída em 30 dias. “Como teremos que fazer uma apresentação dos dados e uma convocação pública dos acionistas. Acredito que a nossa assembleia deva ser marcada para daqui uns 45 dias”, disse.
Tanto o presidente do Regional como o presidente da Unimed, o médico Elson Rodrigues, voltaram a ressaltar que a união dos dois planos de saúde não trará prejuízos aos clientes. “As operadoras de plano de saúde pequenas e médias estão encontrando dificuldades, cada vez mais, em cumprir as exigências da Agência Nacional de Saúde e terminam entregando suas carteiras de clientes para grandes grupos de capital aberto ou estrangeiro. Não pretendemos entregar a saúde privada de Franca nas mãos destes grupos. Entendemos que esta fusão é a saída mais segura para os médicos, usuários de plano de saúde e hospitais privados da região”, disse Elson Rodrigues, por meio de sua assessoria.
Os presidentes disseram em entrevista à rádio Difusora no dia 16 de janeiro que a fusão não provocará aumento no preço dos planos de saúde e descartaram a intenção de demissões em massa, mesmo com a sinergia de serviços.
A conversação entre os dois planos começou há cerca de três meses, por meio de reuniões. As diretorias chegaram a um acordo no dia 4 de janeiro e agora, com o aval dos cooperados da Unimed, esperam o posicionamento dos acionistas do Regional.
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