Corrida de calhambeques atrai famosos e leva multidão para pista


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Sai da frente - Pilotos pisam fundo no acelerador durante corrida de carros antigos disputada no último domingo em autódromo francano
Sai da frente - Pilotos pisam fundo no acelerador durante corrida de carros antigos disputada no último domingo em autódromo francano

O francano descobriu uma nova opção de lazer. Um público estimado entre quatro e cinco mil pessoas passou pelo Speed Park no fim de semana para acompanhar a Corrida de Calhambeques. É verdade que a presença do tricampeão mundial de Fórmula 1, Nélson Piquet, turbinou o evento, mas muitos amantes dos carros antigos foram lá mesmo para conferir o charme dos veículos produzidos no começo do século passado. Quem também passou por lá foi a “rainha dos caminhoneiros”, Sula Miranda. Entre os competidores, Darcy Gabarra, 89, possivelmente, o piloto mais velho do Brasil. E para não perder o costume, Piquet venceu a prova que disputou.

Foi um programa de domingo bacana. São Pedro ajudou. Muitos casais levaram seus filhos para passear. Algumas famílias improvisaram o churrasquinho diante da pista. As mesas da lanchonete ficaram lotadas. O camarote lotou. Souvenirs, como camisas, chaveiros e miniaturas de carros antigos, estavam à venda.

Na pista de 1,2 mil metros - segundo os organizadores a terceira do Estado -, Fordinhos fabricados entre os anos de 1927 e 1936. Foram quatro baterias, que reuniram máquinas mais antigas, originais, transplantadas (ganharam motores mais potentes) e as que tiveram parte das características mudadas. Havia competidores de Minas Gerais, Brasília, Goiás e São Paulo. “Recebemos a visita de um piloto de Belo Horizonte. Ao ver o porte do evento, ele retornou para sua cidade, buscou o Ford dele e veio para Franca participar com a gente”, contou André Luiz Pedroso, um dos organizadores da competição.

A equipe do programa Auto Esporte, exibido nas manhãs de domingo na TV Globo, gravou um quadro com a cantora Sula Miranda. Ela seguiu como passageira, mas não teve sorte. O Fordinho abandonou a corrida. “Amei. Pena que o carro não aguentou. No ano que vem, quero correr.”

A grande atração foi Nelson Piquet. A bordo de um Lincoln V8 do início do século passado, ele fez o público vibrar. O tricampeão largou na frente, caiu para último, voltou a assumir a ponta e cruzou a linha de chegada em primeiro. Ele dirigiu com um sorriso estampado na face e sempre olhava para trás para ver se algum adversário estava chegando. Na última volta, os torcedores deixaram as arquibancadas e se espremeram no alambrado para garantir uma imagem do ídolo, que retribuiu com acenos. Piquet disse ao Comércio que a vitória foi o menos importante. “É só uma brincadeira. É um carro importante que correu no circuito da Gávea em 1933, é de época, é de corrida. É a primeira vez que sai com ele. O carro ficou pronto agora. Vim a Franca para brincar.”

Questionado sobre as chances dos pilotos brasileiros no mundial de Fórmula 1 que começa em março, Piquet foi curto e nada otimista na resposta. “Do jeito que está, não vão ganhar, não vão ganhar nada.” Após a prova, ele tirou fotos com fãs, deu autógrafos e deixou o circuito no começo da tarde.

Veja as fotos:

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