O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, rebateu ontem as denúncias feitas por um grupo de guardas civis municipais envolvendo desde a falta de segurança no armazenamento das tasers (armas elétricas) até o sucateamento de veículos adquiridos recentemente pela prefeitura com verbas federais. Também disseram existir uma auditoria paralela dentro da secretaria que teria a única função de punir os guardas que descumprissem as ordens dos superiores, sem qualquer direito de defesa.
Acompanhado do inspetor chefe da Guarda Civil, Sargento Victor, e do guarda municipal Pimenta, Buranelli atendeu o Comércio em seu gabinete na Secretaria. Admitiu a existência da auditoria paralela, mas negou que haja abuso. “O que temos aqui é um cartório para apurar pequenas infrações cometidas pelos guardas. Isso é perfeitamente legal. Eles não podem achar que vão errar e ficar por isso mesmo. Tem que haver punições. Se há uma insubordinação, ela tem que ser punida.”
O secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, que responde pela auditoria interna da Prefeitura, disse que deve investigar se houve abusos por parte da Secretaria de Segurança em relação aos guardas municipais. “Mas para isso é preciso que os prejudicados nos procurem e entrem com recursos. Se realmente ficar comprovado que o direito de ampla defesa foi cerceado ou que a punição foi exagerada, com certeza, corrigiremos isso.”
Sobre o sucateamento dos veículos alegado por parte dos guardas, o secretário de Segurança apresentou as planilhas que mostram que todos os veículos têm sido usados em operações. “Não há nenhum veículo sem uso. Eles são usados em ocasiões específicas e por pessoas específicas e qualificadas. Estão ao relento porque a sede da Guarda vai passar por reforma”, disse.
A respeito do armazenamento das tasers, o secretário também afirmou que as armas estão em local seguro e bem monitorado. “Elas têm vigilância 24 horas por dia. Não seríamos loucos de abandoná-las em qualquer lugar.”
Sobre as acusações feitas pelo grupo de guardas, Buranelli disse que a corporação é dividida. “Temos um pessoal muito bom, que colabora e se orgulha do que faz e temos um outro grupo que nunca está satisfeito, que reclama de tudo. Este segundo grupo é muito difícil. Não sabemos mais o que fazer com eles.”
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