Viagem com a turma pode ser melhor do que baile de gala


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Renato Faria, do lado esquerdo de cima da foto (de óculos), com os amigos recém-formados em 2010
Renato Faria, do lado esquerdo de cima da foto (de óculos), com os amigos recém-formados em 2010

Quatro anos juntos e quando chega o final de um curso, todos se perguntam: como eternizar o que poderá ser o último momento de um grupo de amigos reunidos em um só lugar? Para quem está em ano de formatura, o assessor de comunicação Renato Faria, 27, tem uma dica: viajar com a galera. No início de 2010, ele e a sua turma do curso de jornalismo da Unifran optaram, em vez de um tradicional baile de gala, afivelar as malas e partir para quatro dias e cinco noites a bordo de um cruzeiro marítimo. Renato garante que a escolha não podia ser melhor, e foi inesquecível. “A festa seria ótima, mas só uma viagem permitiria que passássemos vários dias juntos, longe da nossa rotina, para fazer uma despedida de verdade e guardar as melhores lembranças de cada um que passamos quatro importantes anos das nossas vidas.” Dos 16 alunos da turma, 10 aderiram à ideia.

O cruzeiro que a turma escolheu teve rota pela costa brasileira, saindo de Santos, com paradas em Búzios e uma praia privativa em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em média cada aluno investiu cerca de R$ 2 mil (R$ 1,5 mil da passagem, R$ 300 de taxas marítimas e R$ 200 do aluguel de uma van que levou e trouxe os alunos de Franca a Santos).

Renato lembra que o cruzeiro escolhido – o Zenith, da CVC – trabalha com o serviço de bordo “all inclusive”, ou seja, toda a alimentação e bebidas (água, refrigerante, sucos, coquetéis, cerveja, uísque, Amarula, vinhos e caipirinha) já estava incluída no preço da passagem e ninguém precisou desembolsar um tostão para isso. O bar ficava aberto durante 22 horas por dia e a cozinha funcionava sem interrupções. Quando não era o horário das principais refeições, havia uma pizzaria 24 horas.

Dentro do navio as diversas atividades e ambientes encantaram os universitários. “É até difícil dizer uma coisa só, porque a viagem toda foi muito divertida. Mas gostamos muito das noites no navio. Íamos para a boate, que era um lugar que a gente mais se identificava, e em seguida passávamos pela pizzaria e ficávamos nos decks próximos à proa conversando até amanhecer. Eram momentos simples, mas com uma paisagem muito bonita e tinha o que mais a gente gostava de fazer, ficar reunido, conversando e bebendo”, destaca o assessor. Além da boate, o navio tinha na programação espetáculos teatrais com musicais inspirados nos sucessos da Broadway, shopping, restaurante francês, cassino, academia, massagista e shows temáticos ao vivo na área das piscinas.

Se o objetivo do formando é reunir a família e os amigos de fora da faculdade, a festa de gala é a melhor opção, agora se tem uma turma na faculdade que quer guardar boas lembranças e viver com mais intensidade alguns dias ao lado desses amigos vale muito a pena viajar. “Eu recomendo uma viagem, mesmo que não seja em um cruzeiro marítimo. Acho muito mais divertido.”

Dois anos depois da viagem, Renato lembra com saudade que cada amigo seguiu seu destino. Alguns foram para São Paulo, outros trabalham em cidades do interior paulista e outros rumaram para mais longe e estão no exterior. Se pudesse reunir a turma novamente, Renato disse que “adoraria viajar pelo Mar Mediterrâneo. Algum cruzeiro que fizesse o trajeto nessa região. Na mesma viagem, pela Itália, Espanha, pela Riviera Francesa ou pelas ilhas como Sicília e Sardenha, da Itália; ou Ibiza, da Espanha. Seria ótimo”.

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