Gilson Pelizaro está de volta. Indicado como o pré-candidato do PT para disputar a sucessão municipal, o ex-vereador mantém a postura polêmica e já apimentou o cenário político. Ele destacou a unidade do partido e “pôs o dedo na ferida” ao afirmar que o PSDB tem dificuldades internas para definir seu representante. Também foi firme no recado mandado aos que avaliam o Partido dos Trabalhadores como uma carta fora do baralho na sucessão municipal. “A intenção do Sidnei era extirpar o PT da política de Franca, o que não aconteceu. O PT tem uma força que não pode, jamais, ser desprezada.”
O PT realizaria suas prévias ontem. Além de Pelizaro, o vereador Paulo Afonso Ribeiro também alimentava a intenção de disputar as eleições de outubro. Na quarta-feira, o diretório municipal do partido se reuniu e conseguiu evitar o racha interno. A indicação oficial será feita em evento marcado para o próximo sábado.
Pelizaro foi vereador por quatro mandatos. Candidatou-se a deputado estadual duas vezes —perdeu as duas. Tentou a Prefeitura em 2008 e recebeu 44,4 mil votos, o equivalente a 27% dos válidos. Hoje assessora o deputado Edinho Silva, presidente estadual do PT. “Gostaria de ressaltar a postura responsável do Paulo Afonso, que permitiu a construção da unidade para que o PT saísse fortalecido. Vamos caminhar fortes e unidos”, disse Gilson.
O pré-candidato sabe das dificuldades que o partido enfrentará para retomar a Prefeitura, após oito anos afastado do poder. Ele citou o exemplo do atual prefeito, que foi derrotado na primeira tentativa de voltar à vida pública após ter renunciado ao mandato. “A reciclagem, a alternância de poder é importante para a democracia e o povo tem que saber qual modelo é interessante naquele momento. O modelo que cabe numa cidade como Franca é o que valoriza a humanização da administração pública em relação ao seu povo”, disse ele.
É neste sentido que o PT vai planejar seu plano de governo. Pelizaro acredita que, ao contrário das eleições passadas, o atual cenário político aponta para a definição do prefeito no segundo turno. “Temos uma simpatia de parte do eleitorado e vamos trabalhar para conquistar mais gente para garantir participação no segundo turno e, por que não, chegar à vitória.”
Na avaliação do petista, o candidato do governo não conseguirá repetir o amplo arco de alianças firmado em 2008 por Sidnei, o que deixará a disputa mais pulverizada.
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