Como e quando tudo começou, ninguém sabe informar. O fato é que os espaços destinados às garagens dos prédios da Abrahão, no Leporace, representam um poderoso corredor comercial com mais de 180 estabelecimentos de 40 segmentos distintos. É mais que o dobro das cerca de 80 lojas do Franca Shopping e representa quase a metade dos filiados da Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca).
O temor das “garagens” serem demolidos acompanha quem possui comércio no local e os mutuários há décadas. Mas a questão ganhou força há exatos três anos. Na ocasião, a CDHU anunciou que estava elaborando um projeto para legalizar os estabelecimentos construídos sem autorização.
No entanto, para desespero dos interessados, em 2009, a empresa, a Prefeitura e o Ministério Público firmaram um compromisso que previa a demolição das lojinhas, reurbanização do bairro e a construção de parques infantis e jardins no lugar das lojas.
Protestos dos moradores e comerciantes deram início a uma batalha política. Em dezembro de 2010, a CDHU tentou “amenizar” a situação com o anúncio da construção de cinco galerias comerciais para abrigar as lojas. A proposta não foi aceita e a questão continua sem solução.
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