Para Alexandre Ferreira, secretário municipal de Saúde, o caso, obviamente, é bastante triste. No entanto, ele chama a atenção para as dificuldades que também perpassam os trabalhos não apenas dos médicos, mas também de todo o setor público de saúde.
A questão do diagnóstico, segundo Alexandre, não é tão simples. Muitas vezes, diz o secretário, o paciente não apresenta os sintomas claros da doença, mesmo já estando doente. Dessa forma, fica difícil para o médico perceber algo que ainda não se manifestou claramente.
“Nós trabalhamos com a medicina baseada em evidências. Se o médico não conseguir perceber algo grave pelos sintomas apresentados pelo paciente, ele não pedirá a internação”, explica Alexandre.
Segundo ele, em uma estimativa de aproximadamente 200 pessoas que dão entrada no Janjão com dor de cabeça, apenas uma acaba apresentando um problema mais sério. Por isso, orientação é medicar e esperar para ver a reação do paciente.
Questionado sobre a necessidade de um tomógrafo ou outros aparelhos mais sofisticados para diagnóstico, Alexandre disse que, dificilmente, o Pronto-Socorro terá esse equipamento a curto prazo porque não há nenhuma previsão no governo federal e o município não tem verba.
O secretário, no entanto, disse que, a partir de agora, a ficha dos pacientes que retornarem com os mesmos sintomas terá um destaque para que o médico tenha mais atenção com o caso.
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