Como costumava fazer todas as quintas-feiras, na noite do acidente Mayellen pegou o carro da mãe para dar uma volta pela cidade acompanhada de três amigas.
Uma das garotas, de 17 anos, que prefere não ser identificada, contou à reportagem que conheceu Mayellen há três meses e que toda semana passeavam de carro, passando pelos pontos mais frequentados pelos jovens francanos. “Ela me pegou em casa e demos uma volta. Estávamos em quatro amigas, mas encontrei o moço que estou quase namorando e fui embora mais cedo, à meia-noite”, disse.
Ainda segundo a moça, Mayellen ficou com as outras duas amigas. Uma delas se recusou a falar com a reportagem e a outra não foi encontrada.
A amiga de 17 anos contou que Mayellen gosta muito de música sertaneja e frequenta alguns bares da cidade. “Tinha um bom coração. Não negava nada para ninguém”, disse.
Segundo outro amigo que também não quis se identificar, Mayellen chegou à Venda du Rico por volta de 1 hora da manhã. Quando decidiu ir embora, pouco depois das 2 horas, os amigos ainda teriam tentado impedi-la de dirigir. “Ela tinha bebido muito, estava muito nervosa e chovia bastante. Fizemos de tudo para não deixá-la ir embora”, relatou o amigo. A aflição da moça supostamente estaria ligada à presença de um ex-namorado no bar. Procurado pela reportagem, o rapaz disse que ficou apenas 15 minutos no local. Segundo ele, os dois apenas se cumprimentaram e ela teria dito que estava bem.
Ontem, desesperados em busca de notícias, oito amigos de Mayellen ficaram durante quatro horas nas margens do Rio Sapucaí-Mirim, na divisão entre Restinga e Batatais, na esperança de encontrá-la apenas machucada. “Não tínhamos nenhum recurso, mas estamos rezando muito”, disse ele.
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