Reclamar para quê? Para quem?


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A praça Sabino Loureiro, na Estação, voltou ao centro das atenções nesta semana com denúncias graves de comerciantes daquela região. A atual situação da área tem deixado os frequentadores e vizinhos constrangidos. Ações de mendigos, prostitutas e usuários de drogas espantaram de vez o sentimento de carinho que muitos francanos guardavam por aquele espaço histórico. A praça foi durante décadas um grande ponto de encontro de famílias e casais de namorados que a usavam para passar momentos felizes e de descontração. Agora, o que se vê é apenas sujeira, e o medo impera entre os vizinhos. Comerciantes pedem providência, mas sabem que ela não virá tão cedo.

Procurada pela reportagem do Comércio, a Polícia Militar disse que não pode agir, já que o problema seria uma questão social e não criminal. ‘Os moradores que tomam banho na praça e ficam ali não comentem delitos. Eles incomodam, mas na parte criminal não tem nada que vá contra’, disse o capitão PM Marcelo Trevisan, responsável pela área.

Os reclamantes também não obtiveram da Prefeitura a resposta esperada. ‘O que a Prefeitura tem que dar é o atendimento correto a essa população e todos os dias nós temos acompanhado essa população’, disse o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, se referindo aos mendigos que ocupam a praça. Considerando a afirmação, fica a dúvida sobre a efetiva utilidade do programa Busca Ativa, que tem o intuito de recolher mendigos ao Abrigo Provisório.

O problema ganha contornos mais graves, quando se constata que os casos de reclamações contra a ação de pedintes e drogados não se restringem apenas à praça Sabino Loureiro, na Estação. Nos últimos dois anos essa situação se multiplica e pipoca por diferentes pontos da cidade, ao passo que as ações para coibí-las segue caminho oposto. As respostas de ‘não há crime’ e a de que ‘os alvos das reclamações não podem ser tirados à força’ têm fundamento legal, mas são insuficientes para abrandar um problema que vem atingindo cada vez mais francanos diante de mendingos que pedem dinheiro, incomodam e muitas vezes intimidam.

Diante da postura dos dois principais órgãos dos quais os reclamantes poderiam esperar uma intervenção pontual e ajuda para resolver o problema, voltamos às dúvidas iniciais: Para quê reclamar? Para quem reclamar? Com a palavra, as autoridades.

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