Comerciantes da Estação denunciam baderna no bairro


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CONSTRANGIMENTO - Moradores e comerciantes pedem mais fiscalização na praça da Estação
CONSTRANGIMENTO - Moradores e comerciantes pedem mais fiscalização na praça da Estação

Comerciantes do entorno da praça Sabino Loureiro, na Estação, se organizaram para reivindicar melhorias e fiscalização que coíba o uso de drogas e atos obscenos - como banhos e necessidades fisiológicas - praticados em meio ao público por desocupados que vivem no local. Os empresários pedem melhor iluminação, construção de banheiro público e maior policiamento na praça, que comporta um terminal rodoviário e grande fluxo de pessoas. Os comerciantes reclamam ainda que os moradores de rua espantam os clientes, que se sentem inseguros com a presença deles.

Cenas como exposição de partes íntimas enquanto se banhavam em uma torneira recém-retirada da praça e agressões físicas foram relatadas. “Uma mulher tomava banho na torneira. Levantava a roupa e o que ela estava fazendo era exposto para quem quisesse ver. Dá medo de passar próximo. Eles ficam xingando e há brigas quando estão drogados. É um constrangimento para todos, inclusive para as crianças que veem isso”, disse um comerciante.

Além dos constrangimentos, os vizinhos da praça dizem que as floreiras servem como esconderijo para drogas e armas. “Aquilo ali (floreira) só serve para juntar lixo e esconder coisas. Eu encontro direto maconha, facas e porretes escondidos entre as plantas”, disse o empresário RAC.

Segundo JDP, que há 26 anos possui um ponto comercial em frente à praça, um abaixo-assinado de 20 representantes do comércio da Estação foi feito para pedir providências. “Já fizemos reunião com a polícia, com o (Sérgio) Buranelli (secretário de Segurança e Cidadania) no começo do ano passado e não muda nada.”

Buranelli confirmou o encontro, mas alegou não haver muitas alternativas para o caso. “Os comerciantes querem que os moradores de rua sejam retirados do local e nós não podemos fazer isso. A Legislação não nos dá esse direito. Só se houver alguma denúncia de crime.”

O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que o programa Busca Ativa, criado para solucionar questões de mendicância, “não é polícia”. “O que a Prefeitura tem que dar é o atendimento correto a essa população e todos os dias nós temos acompanhado essa população.”

O responsável pelo policiamento da Estação, capitão Marcelo Trevisan, em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Difusora, alegou não ter poder sobre uma questão social. “As reclamações que nós ouvimos dos munícipes ditam mais a problemas sociais e não de segurança. Os moradores que tomam banho na praça e ficam ali não cometem delitos. Eles incomodam, mas na parte criminal não tem nada que vá contra.”
 

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